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Fechar mais cedo. Premier League quer dar o exemplo

Começa a competição, encerra o mercado de transferências. Em Inglaterra pagam-se os melhores salários, contratam-se os maiores craques mundiais orientados por treinadores de eleição. A concorrência não é um problema para os britânicos.
10 Agosto 2019, 10h00

A Liga inglesa encerrou o seu mercado de transferências no que há compra de jogadores diz respeito na véspera de dar início ao campeonato. Com esta medida fecham-se as portas para aquele que é visto por muitos como o melhor e mais competitivo campeonato de futebol da Europa.

Em declarações ao Jornal Económico, o jornalista e comentador do programa Jogo Económico, João Marcelino, explica que esta decisão “tem a ver com o facto da Liga inglesa querer que os plantéis estejam constituídos o mais cedo possível para dar estabilidade aos clubes. O defeso prolonga-se por muito tempo em vários países”.

João Marcelino dá o exemplo de Portugal, cujo “período de constituição dos plantéis é muito longo e isso mexe com a preparação das equipas e com o trabalho dos treinadores”.

Questionado sobre se este fecho de mercado de transferências prematuro pode trazer desvantagens à Liga inglesa, João Marcelino acredita que elas não existem “porque a Liga inglesa é a mais procurada do mundo. Quem quer fazer os negócios sabe perfeitamente quais são as balizas. Eles [ingleses] estão numa situação privilegiada porque têm a liga de futebol mais importante do mundo”.

Um cenário que também se aplica em relação a eventuais saídas dos principais jogadores do campeonato inglês. “Os jogadores quando estão na sua plenitude querem jogar na Liga inglesa. É muito raro aqueles que saem para outras ligas abdicando da sua carreira só pelo dinheiro”, salienta João Marcelino, dando o exemplo do médio brasileiro Óscar que “saiu do Chelsea para a China, mas normalmente quem procura outras ligas são jogadores em final de carreira como o Hulk e outros”, isto porque “qualquer jogador do mundo em plena ascensão de carreira quer jogar na Liga inglesa”, como é o mais recente caso “do João Cancelo que estava numa grande equipa, como é a Juventus e no entanto, quis ir para a Premier League e ainda por cima vai trabalhar com o Pep Guardiola, no Manchester City”.

Tudo isto porque segundo João Marcelino é “na Liga inglesa estão os melhores jogadores, treinadores e o mercado do mundo onde se pode pagar mais”.

Sobre o facto da UEFA pode pensar em colocar uma data idêntica para o fecho do mercado de transferências, o comentador do Jogo Económico, acredita que “na Europa devia-se tender para um fecho mais ou menos simultâneo”, frisando no entanto, que “em todo o mundo não é possível, porque as ligas até consoante o seu clima têm períodos diferentes”, que “a nível europeu fazia todo o sentido um calendário único”.

Esta medida é de resto defendida pelo presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, que em declarações ao jornal “The Times” em 2017, assumiu que do seu ponto de vista, “não é positivo que um jogador comece um campeonato num clube e comece a jogar quando o mercado está ainda por fechar. É uma longa incerteza que se instala. Por consequência disto, diria que janela de transferências é demasiado longa e defendo que seja mais curta”.

E os outros mercados?
Além da Liga inglesa, também o campeonato italiano já optou por encerrar a sua ‘janela’ de transferências antes do arranque da Serie A. Tal como sucedeu na temporada anterior, o mercado de transferências fecha em Itália no próximo dia 18 de agosto, seis diantes do início da competição.

Ao contrário do que acontece em Inglaterra e Itália, os campeonatos de futebol em Portugal, Espanha, Alemanha e França encerram o seu mercado de transferências apenas no final do mês de agosto, ficando em aberto os mercados de transferências das Ligas da Turquia, da Russia, da Ucrânia e China.

 


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