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Coreia do Sul quer reunificação com Pyongyang até 2045

“Uma nova Península Coreana, que trará paz e prosperidade a si mesma, ao leste da Ásia e ao mundo, espera por nós”, garantiu o presidente do Sul no discurso dos 74 anos da libertação da Coreia por parte do Japão.
Ahn Young-joon/REUTERS
15 Agosto 2019, 13h02

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, prometeu alcançar a reunificação das duas Coreias  até 2045, um século após o fim da segunda guerra mundial, noticia o jornal The Guardian esta quinta-feira, 15 de agosto.

“Provavelmente, isto será a fase mais crítica em todo o processo de desnuclearização e o estabelecimento da paz na península coreana”, disse Moon no discurso que marcava os 74 anos da libertação da Coreia, no Independence Hall, na cidade de Cheonan. “Agora é a hora de as duas Coreias e de os Estados Unidos se concentrarem em retomar as negociações com a maior brevidade possível”, salientou o presidente da Coreia do Sul.

Moon Jae-in já pediu a Pyongyang e a Washington que organizassem um encontro entre Kim Jong-un e Donald Trump “o mais cedo possível”.

A desnuclearização e uma maior cooperação económica com a Coreia do Norte iriam estabelecer as bases para uma paz duradoura na península, afirmou Moon Jae-in, prometendo, ainda, sediar uma edição dos Jogos Olímpicos em conjunto com Pyongyang em 2032.

“Uma nova Península Coreana, que trará paz e prosperidade a si mesma, ao leste da Ásia e ao mundo, espera por nós”, garantiu o presidente do sul no mesmo discurso. Apesar de Moon Jae-in estar empenhado na unificação das duas Coreias para as tornar num único país, ainda não há reações da China – principal aliado da Coreia do Norte.

No discurso que marcava os 74 anos da libertação da Coreia (à época unificada) por parte do Japão – país que ocupou a Península Coreana entre 1910 e 1945 – o presidente da Coreia da Sul disse também que o país “unir-se-ia de bom grado” ao Estado nipónico de forma a neutralizar as disputas comerciais crescentes.

Por sua vez, o novo imperador do Japão, Naruhito, revelou em Tóquio um “profundo remorso” pelas ações do país durante a guerra, ecoando as palavras utilizadas pelo antigo governador e seu pai, que abdicou em abril.

 

 


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