Portugal está a reerguer-se enquanto destino único para a organização de eventos de impacto mundial de póquer. No início deste mês, o Casino Vilamoura recebeu o WPTDeepStacks Portugal, uma etapa daquele que é considerado um dos maiores circuitos de póquer do mundo, o World Poker Tour, e que conta com a presença de alguns dos melhores jogadores do mundo. Joel Pais, administrador da Solverde, que detém a concessão de jogo dos três casinos do Algarve (entre outros), explicou ao Jornal Económico que Portugal sofreu uma espécie de ‘travessia no deserto’ no que diz respeito à visibilidade para os organizadores dos maiores torneios a nível mundial. No entanto, com a aprovação do regime jurídico dos jogos e apostas online, em 2015, algo está a mudar. O administrador da Solverde recorda que, há dez anos, antes da regulação do jogo online em Portugal, “o Casino Vilamoura recebeu um evento com a presença de 800 participantes e com um ‘prize pool’ (total de prémios) que ascendeu a 1,5 milhões de euros”.
Desinteresse da comunidade internacional
O líder máximo da Solverde esclarece que Portugal passou por uma fase “que era considerada restritiva também para a organização do European Poker Tour” e explica o motivo: “os grandes organizadores de torneios de póquer desinteressaram-se de Portugal porque não podiam ter o retorno normal que resulta das transmissões em streaming, fotografias, vídeos nas redes sociais”. As licenças de jogo online e a mudança no código de publicidade (que possibilitou a publicidade aos jogos para além daquela que já era possível, ou seja, aos jogos da Santa Casa da Misericórdia) voltaram a ‘abrir as portas’ de Portugal às organizações mundiais de torneios de póquer.
Vilamoura é destino de excelência
Este destino algarvio é considerado “único” para a organizações de torneios internacionais de póquer, seja do circuito mundial ou europeu. “Noutras alturas”, explica Joel Pais, “o Casino Vilamoura já tinha sido sondado no sentido de receber provas do European Poker Tour. Esta zona de Vilamoura é particularmente atrativa para os jogadores de póquer ao nível europeu”. Com a aprovação das licenças de jogo online, voltou a acender-se o interesse dos grandes organizadores internacionais para trazer torneios em Portugal, “sobretudo em Vilamoura”, explica este responsável máximo da Solverde.
“Vilamoura está sempre na primeira linha porque é um destino único para quem joga póquer: quem quiser jogar golfe tem sete campos à sua disposição, dispõe de quase três mil camas de quatro a cinco estrelas, uma marina, centros de hipismo, casino, clima fantástico, praias fantásticas e uma sala de jogo com vista para o mar”. A visibilidade de Portugal para a comunidade do póquer, com a realização de torneios em Vilamoura, significa também um retorno positivo para o sul do país, recebendo inúmeros visitantes com poder de compra e dinamizadores da economia.
“Estamos novamente a captar interesse”
Há três anos, a World Poker Tour interessou-se em fazer um acordo com o Casino Vilamoura que possibilitaria a organização do sub-circuito WPTDeepStacks, pelo que, explica Joel Pais, “estamos na génese desta realidade” o que demonstra que “estamos novamente a captar interesse das organizações”. Foi nesse contexto que Vilamoura recebeu este torneio, uma etapa daquele que é considerado um dos maiores circuitos de póquer do mundo. Nesta terceira edição, foi possível registar um elevado número de inscrições e um aumento do ‘prize pool’ que foi de 250 mil euros garantidos.
Martin Jacobson foi destaque entre os jogadores que marcaram presença nesta etapa portuguesa. Martin Jacobson é considerado o melhor jogador do mundo, tendo já conquistado uma verba de 10 milhões de euros no ‘main event’ das World Series of Poker, o quinto maior pagamento na história dos torneios de póquer.
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