Os ministérios da Saúde e da Defesa assinaram um acordo com o intuito de reduzir as listas de espera para cirurgias no Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas ainda não houve resultados do mesmo, revela a edição desta quarta-feira do “Jornal de Notícias” (JN).
Em causa está um documento, assinado no ano passado e com efeitos a partir de julho de 2018, para que o Hospital das Forças Armadas (HFAR) operasse doentes de unidades hospitalares públicas. No entanto, ainda nenhum paciente foi enviado para o HFAR.
“Não foi operado nenhum doente (…) nem no polo do Porto nem no polo de Lisboa”, admite ao JN o gabinete do chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas. Segundo a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, o HFAR ainda não apresentou qualquer candidatura para poder ser um convencionado do SNS.
Porém, a portaria 163/2018 refere: “O HFAR colabora com o SNS realizando a prestação de cuidados de saúde como hospital de destino, nos termos da regulação aplicável”. Ou seja, “recebe notas de transferência, vales-cirurgia e transferências de responsabilidade nos mesmos termos e prazos que os demais hospitais integrados no SNS”.
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