A Câmara dos Comuns chumbou pela terceira vez o pedido de eleições antecipadas por parte do primeiro-ministro Boris Johnson, que solicitava que esse ato eleitoral fosse marcado para 12 de dezembro.
Boris Johnson precisava de uma maioria de dois terços para ver aprovada a proposta de eleições antecipadas. Cerca de 299 deputados apoiaram a moção para que o Reino Unido tivesse eleições antecipadas a 12 de dezembro, quando eram necessários 434 votos. Para passar, a proposta precisava do apoio do partido Trabalhista, que optou por se abster.
Perante este cenário, Boris Johnson anunciou que o governo vai apresentar ainda esta noite uma proposta de lei para serem convocadas eleições legislativas a 12 de dezembro, procedimento que apenas requer uma maioria simples.
“Esta câmara não pode continuar a manter este país refém. Milhões de famílias e empresas não podem planear o futuro. E não acredito que esta paralisia e esta estagnação devam continuar”, afirmou.
O primeiro-ministro britânico tentou pela terceira vez marcar eleições antecipadas a realizar ainda este ano. A data inicial apontava para 12 de dezembro, prevendo já ter nessa altura o acordo do Brexit aprovado, mas o primeiro-ministro está disposto a convocá-las para 9 do mesmo mês e deixar o acordo para mais tarde se for esse o preço para obter apoios junto da oposição para ir a votos.
Mas a tarefa não se adivinhava fácil. Ao abrigo da Lei dos Mandatos Parlamentares Fixos, Boris Johnson necessitava dos votos de dois terços dos deputados (434 em 650) para encurtar uma legislatura que deveria ir até 2022. Com o Partido Conservador sem maioria absoluta (288 assentos), o primeiro-ministro teria que piscar o olho aos trabalhistas. Tudo indica que houve deputados dessa formação inclinados a aceitar a proposta, mas não terão sido em número suficiente e a orientação de voto da direção acabou por ser contra ou abstenção.
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