[weglot_switcher]

Bolsa portuguesa pressionada por Altri, CTT e BCP cai em linha com Europa

Em terreno positivo negoceiam Pharol, EDP, REN e Navigator.
13 Novembro 2019, 08h42

O principal índice bolsista português (PSI 20) perde 0,18%, para 5.294,42 pontos, em linhas com as principais praças europeias esta quarta-feira, 13 de novembro. Em Lisboa, dez empresas desvalorizam, quatro valorizam e outras quatro negoceiam inalteradas.

A bolsa portuguesa negoceia pressionada pelas quebras dos títulos da Altri (-1,58%), dos CTT (-0,64%) e do BCP (-0,56%) sobretudo. Destaque ainda para os títulos da Sonae que caem 0,53%, para 0,93 euros, no dia em que a empresa divulga os seus resultados trimestrais.

Segundo a estimativa dos analistas do CaixaBank BPI Research, a divisão do retalho alimentar do grupo deverá “ter mantido uma performance sólida das vendas, bem como as margens que terão permanecido praticamente inalteradas face ao mesmo período do ano anterior”. As vendas da Sonae são estimadas em 1.665 milhões de euros, um valor que representaria um crescimento de 7% face ao período homólogo. Já o EBITDA é calculado em 168 milhões de euros (+26%) e o lucro em 57 milhões de euros (+132%).

Em terreno positivo negoceiam Pharol, EDP, REN e Navigator.

Entre as principais congéneres europeias, o sentimento dos investidores é pessimista. “Apesar dos retornos bolsistas deste ano terem sido, até ao presente, bastante bons, em virtude das inúmeras incertezas que marcaram 2019, muitos investidores individuais sempre se mostraram céticos em relação aos mercados acionistas”, apontam os analistas do BPI.

Na terça-feira, ao final do dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pronunciar-se sobre a guerra comercial com a China. No Clube Económico de Nova Iorque, Trump acusou a China de se aproveitar de forma enganadora dos benefícios da sua entrada na Organização Mundial do Comércio, em 2001, e que os EUA foram, nesse sentido, o país mais prejudicado.

Para Trump, a China apropriou-se de propriedade intelectual das empresas norte-americanas e beneficiou de termos de troca comercial “nitidamente desfavoráveis” para os EUA. Mesmo assim, o presidente dos EUA afirmou que um acordo entre EUA e China poderá ser brevemente alcançado, sendo que Washington só assinará “um bom acordo”. As críticas de Trump também elegeram a União Europeia como alvo, depois da China.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.