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As oportunidades do short selling

As hipóteses de ganhar em bolsa não estão restritas aos momentos em que os mercados estão em tendência positiva. Quando as praças financeiras se inundam da cor vermelha, os traders têm a possibilidade de conseguir mais-valias se negociarem através da estratégia de short selling. Com este tipo de operações, os investidores “podem gerar proveitos mesmo […]
9 Setembro 2014, 09h00

As hipóteses de ganhar em bolsa não estão restritas aos momentos em que os mercados estão em tendência positiva. Quando as praças financeiras se inundam da cor vermelha, os traders têm a possibilidade de conseguir mais-valias se negociarem através da estratégia de short selling. Com este tipo de operações, os investidores “podem gerar proveitos mesmo quando os mercados estão em queda, duplicando assim as hipóteses de conseguir proveitos”, como sublinha Luís Santos, analista da IG.

 

A prática do short selling (também conhecida como venda a descoberto) consiste na venda de um ativo financeiro que na realidade não se possui, esperando que o valor deste desça para poder comprá-lo no futuro e desta forma obter proveitos.

 

Assim, ao contrário da operação habitual, em que o investidor compra e depois vende um ativo, com o short selling inverte-se a ordem de atuação: primeiro vende-se e posteriormente compra-se. Daí que os traders possam, desta maneira, operar nos mercados financeiros apostando na queda de um determinado valor.

 

Porque há outras formas de investir para além das tradicionais, os investidores têm a oportunidade de negociar em posições curtas através de CFDs.

 

Enquanto no mercado real este tipo de operações tem um risco ilimitado (uma vez que qualquer ação pode, teoricamente, manter indefinidamente a tendência ascendente), ao negociar com CFDs o risco pode ser limitado. Para Luís Santos, “o risco de abrir uma posição curta com CFDs é idêntico ao de uma posição longa”. Neste tipo de operações, “as perdas podem ser limitadas”, entende o analista da IG, uma vez que “o investidor tem a possibilidade de recorrer a ferramentas de gestão de risco como os stop loss para reduzir o potencial de perdas”.

 

De igual maneira, embora no mercado real o short selling seja habitualmente uma prática burocrática por implicar que o cliente peça emprestado o ativo em questão a um terceiro, no caso dos CFDs, a posição curta é facilitada pelo broker, que agiliza todo o processo.

 

Por outro lado, tendo em conta que permitem operar com alavancagem, os CFDs também possibilitam aos investidores a multiplicação dos lucros, embora aumentem da mesma forma os riscos de perdas.

 

Entre as vantagens da utilização de operações de short selling, Luís Santos sublinha o fato de darem “maior liquidez ao mercado” e de criarem “níveis de resistência que também são importantes”, contribuindo para a “correção do preço de ativos que possam estar sobrevalorizados”. O revés da medalha acontece quando alguns investidores utilizam esta prática para “pressionar em baixa um valor que se encontra especialmente fragilizado”, conclui o analista da IG.

 

Por outro lado, o short selling é frequentemente utilizado para proteger outros investimentos feitos através da compra do ativo. Neste caso, o procedimento, conhecido como hedging, é utilizado sobretudo para reduzir os riscos e não para especular.

2º IG

 

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