O índice de referência da bolsa de Lisboa, o PSI20, encerrou hoje a sessão a subir 1,76% para 5.150,70 pontos, alinhado com as praças europeias, com as ações dos CTT a liderarem os ganhos, com uma subida de 7,5%.
Entre as 18 cotadas que compõem o índice, dezasseis valorizaram e duas encerraram em queda.
Os títulos dos CTT foram os que mais contribuíram para os ganhos da sessão, com uma subida de 7,5% para 7,88 euros, a beneficiar dos resultados apresentados na terça-feira, após o fecho do mercado.
O lucro dos Correios de Portugal subiu 16,5% nos primeiros nove meses do ano por comparação com período homólogo, atingindo os 52,6 milhões de euros.
Também na terça-feira, a administração dos CTT anunciou a aprovação do lançamento do Banco Postal.
Os títulos da Jerónimo Martins também tiveram um desempenho positivo e fecharam a ganhar 5,66% para 7,50 euros.
Ainda no PSI20, a Portugal Telecom (PT) ganhou 3,17%, para os 1,23 euros, e as quedas deram-se na Impresa (descida de 2,18%) e no BPI (descida de 0,60%).
Hoje, a empresária angolana Isabel dos Santos e a Sonae manifestaram disponibilidade para “integrar uma solução” para a PT Portugal que promova “a defesa do interesse nacional” e a agência de informação financeira Bloomberg noticiou que o fundo Apax Partners pretende lançar uma oferta de cerca de 7.000 milhões de euros sobre os ativos da PT Portugal, em parceria com a CVC Capital Partners e a Bain Capital Partners.
Na Europa, o dia foi de ganhos em todas as praças de referência: Madrid (IBEX) subiu 1,21%, Frankfurt (DAX) valorizou 1,63% e Paris (CAC) ganhou 1,89%.
Hoje ficou a saber-se que o setor privado nos Estados Unidos criou 230.000 empregos em outubro, situando-se no nível mais elevado desde junho passado.
Segundo a agência de informação financeira Bloomberg, que citou dados do instituto norte-americano ADP, o número de novos empregos criados pelo setor privado no país em outubro surpreendeu os analistas que esperavam que rondasse os 220.000 postos de trabalho.
Em Portugal, o FMI piorou hoje as previsões para o défice orçamental português, esperando que fique acima dos 3%, pelo menos, até 2016 e antecipando que seja de 5% este ano e de 3,4% em 2015, acima das estimativas do Governo.
Na primeira missão de monitorização pós-programa, seis meses após a conclusão do resgate internacional, o Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra-se mais pessimista do que estava durante o resgate quanto à evolução das contas públicas de Portugal, de acordo com uma nota relativa aos resultados desta missão, hoje divulgada.
OJE/Lusa
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