O grupo britânico Rolls-Royce foi acusado de estar implicado num vasto escândalo de corrupção no seio da sociedade petrolífera brasileira Petrobras.
A Rolls-Royce, que fabrica turbinas de gás para as plataformas petrolíferas da Petrobras, é acusada de ter pago “luvas” para obter um contrato de 100 milhões de dólares (88 milhões de euros), segundo um antigo quadro da sociedade brasileira, noticia hoje o jornal económico Financial Times.
Pedro Barusco reconheceu à polícia brasileira ter recebido pessoalmente, pelo menos, 200 mil dólares (175 mil euros) da parte da empresa britânica que terá pago igualmente dinheiro a outros responsáveis, entre os quais políticos.
O escândalo Petrobras surgiu no outono passado, em plena campanha para as eleições legislativas e presidenciais nas quais foi reeleita a presidente de esquerda Dilma Rousseff.
As investigações descobriram um sistema generalizado de subornos pagos durante uma dezena de anos pelas principais empresas de construção do país à Petrobras em troca de contratos.
“Nós queremos que seja absolutamente claro que não toleramos comportamentos inadaptados, quaisquer que sejam, na conduta dos negócios e tomaremos todas as medidas necessárias para assegurar a conformidade com a lei”, assegurou um porta-voz da Rolls-Royve, em uma declaração enviada à agência de notícias francesa France Presse.
A Rolls-Royce já foi visada em acusações de corrupção em outros países. Os responsáveis britânicos da luta contra a delinquência financeira (SFO) abriram em 2013 um inquérito à empresa tendo em conta factos de corrupção presumivelmente ocorridos na China e na Indonésia.
As ações da Rolls-Royce caíram 1,16 % na abertura da bolsa de Londres.
A Operação Lava Jato, da Polícia Federal brasileira, apura desde março de 2014 desvios de dinheiro, corrupção e branqueamento de capitais na Petrobras, com o suposto envolvimento de empreiteiras e políticos.
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