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Canadiana K-Line admite abrir fábrica em Portugal

A K-Line, empresa canadiana de isoladores elétricos, pretende instalar uma fábrica na Europa ou no Médio Oriente e Portugal pode ser hipótese caso aumente o volume de negócios, disse o presidente, o português António Carreira. “Queremos instalar uma fábrica noutra parte do mundo porque a nossa capacidade aqui no Canadá está a esgotar e estamos […]
19 Maio 2015, 12h45

A K-Line, empresa canadiana de isoladores elétricos, pretende instalar uma fábrica na Europa ou no Médio Oriente e Portugal pode ser hipótese caso aumente o volume de negócios, disse o presidente, o português António Carreira.

“Queremos instalar uma fábrica noutra parte do mundo porque a nossa capacidade aqui no Canadá está a esgotar e estamos a analisar hipóteses para a instalação da nossa fábrica, tanto na Europa, como no Médio Oriente. Mas ainda não decidimos onde vamos instalar a fábrica”, disse António Carreira, de 63 anos, responsável da produtora de isoladores poliméricos.

O emigrante, natural da Nazaré, que vive no Canadá desde 1958, é o presidente da K-Line Insulators desde 1990 e foi um dos primeiros portugueses no país norte-americano a formar-se em ciência aplicadas de engenharia elétrica.

Para a fábrica ficar localizada em Portugal, a empresa canadiana terá que ter uma base de clientes no país, o que não acontece atualmente, disse.

“Tentámos investigar sobre as hipóteses de a fábrica ficar localiza em Portugal, mas para tal suceder, para o justificarmos, é necessário ter uma base de clientes nesse país”, frisou.

A k-Line Insulators, com sede em Toronto, no Canadá, tem ainda escritórios na Cidade do México (México) e em Rochester, no estado de Nova Iorque (Estados Unidos), produz por mês cerca de 50 mil isoladores elétricos, tendo já produzido e colocado no mercado mais de 10 milhões de isoladores.

O produto fabricado no Canadá é fabricado com silicone, resultando um preço superior aos isoladores tradicionais, que têm como matéria-prima o barro (cerâmica) e o vidro.

“O produto que fabricamos é mais moderno, há 32 anos que já fabricamos isoladores feitos de silicone que têm vantagens que a cerâmica não tem, especialmente manter as linhas sem falhas. É um produto com mais vantagem”, destacou.

O empresário reconheceu que atualmente ainda existem empresas que utilizam isoladores de cerâmica, mas muitas empresas em termos globais “já estão a aderir aos isoladores poliméricos de alta tensão”.

OJE/Lusa


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