As empresas portuguesas são as que mais utilizam os parâmetros do Global Reporting Innitiative (GRI) nos seus relatórios de Responsabilidade Social Corporativa (RSC), segundo o estudo da KPMG Survey of Corporate Responsibility Reporting.
O estudo analisou, em 2013, as 100 maiores empresas oriundas de 41 países, dedicando especial atenção às suas práticas no âmbito da responsabilidade corporativa, e do seu reporting.
E no que concerne especificamente a Portugal, o relatório revela que 71% das 100 maiores empresas produzem relatórios sobre RSC, numa percentagem que aponta para um ligeiro aumento em relação aos números compilados em 2011.
Desta análise, importa ainda reter que entre as empresas que produzem esses relatórios, mais de 90% fazem-no seguindo os parâmetros do GRI, considerados como o standard mais exigente a nível mundial, e aquele que tem maior reconhecimento internacionalmente.Particularmente neste aspeto, Portugal aparece em 3.º lugar dos 41 países analisados, atrás apenas da Coreia do Sul e África do Sul.
“As empresas portuguesas já têm um bom nível de reporting da sua atuação de responsabilidade corporativa, estando ao mesmo nível da média mundial segundo a análise da KPMG. Estamos no bom caminho, já que houve um ligeiro aumento de 2% em relação a 2011. Devemos salientar a qualidade do reporting feito em Portugal, em que mais de 90% das empresas aderem aos padrões do GRI, que é notável”, sublinhou Filipa Rodrigues, manager de Sustentabilidade da KPMG em Portugal e Angola.
E no resto do mundo?
A nível mundial, 71% das empresas analisadas produzem relatórios sobre a responsabilidade corporativa, o que representa um aumento de 7% em relação a 2011 (64%). Entre as 250 maiores empresas do mundo (segundo a Fortune 500), 93% produzem esses relatórios. A Europa (73%) anteriormente a Região que mais reportava sobre a responsabilidade corporativa, foi ultrapassada pelas Américas (76%).
Por outro lado, importa ainda sublinhar que este estudo também elaborou uma análise qualitativa dos relatórios das 250 maiores empresas do mundo, com base em critérios como a estratégia, riscos e oportunidades; relevância; objetivos e indicadores; fornecedores e a cadeia de valor; interação com stakeholders; gestão da responsabilidade corporativa; transparência e equilíbrio. E segundo esta pesquisa, setores expostos a riscos ambientais elevados são dos que menos reportam sobre este assunto. Entre estes setores, a indústria química e a indústria petrolífera são as que menos abordam o tema nos seus relatórios. Apenas as eletrónicas e as tecnológicas tendem a entrar em maior detalhe no que toca à sua cadeia de valor.
Por Sónia Bexiga/OJE
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