[weglot_switcher]

Síria recebe ajuda humanitária e Rússia é acusada de crimes de guerra na ONU

Várias cidades tiveram direito a bens de primeira necessidade, enquanto os russos eram pressionados em reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
25 Setembro 2016, 19h46

O comboio humanitário, organizado em conjunto pelo Crescente Vermelho, a Cruz Vermelha e a ONU, entregou alimentos, medicamentos e produtos de higiene às populações de várias cidades sírias, segundo revela a agência EFE, depois de confirmação junto do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

Madaya, com 40 mil habitantes, e Zadani (mil cidadãos), receberam apoios de 52 camiões, enquanto os restantes 19 veículos que compunham o comboio entregaram produtos básicos nas cidades de Fua e Kefraya, cada qual com 20 mil habitantes.

Entretanto, na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, convocada de emergência por EUA, Reino Unido e França, o tom crítico em relação à Rússia foi a tónica dominante. “Aquilo que a Rússia está a fazer na Síria não é contra-terrorismo, é barbárie”, acusou a embaixadora norte-americana junto da ONU, Samantha Power, de acordo com a agência Reuters. A diplomata referiu que foram realizados 158 ataques aéreos a Alepo nos últimos dias, daqui resultando quase 140 mortos e centenas de feridos.

Enquanto o Reino Unido, pela voz de Boris Johnson, ministro dos Negócios Estrangeiros, se referia também a crimes de guerra, o embaixador russo na ONU admitia que, neste momento, era “quase impossível” levar a paz à Síria.

Antes do encontro, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Marc Ayrault, deixou um pedido à Rússia e ao Irão no sentido de que se demarquem da política do regime sírio, caso contrário serão “cúmplices de crimes de guerra”.

 

 

 


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.