Poucas semanas depois de tomar posse, em dezembro de 2015, o Presidente Mauricio Macri viajou até Davos para participar no encontro anual do Fórum Económico Mundial. Foi o primeiro chefe de Estado argentino em 12 anos a assistir ao evento que reúne nos Alpes suíços a elite política e empresarial mundial. A notada presença de Mauricio Macri constituiu uma firme mensagem ante o exterior de que a captação de investimento estrangeiro é uma prioridade efetiva do novo governo argentino.
A comunidade internacional escutou e desde então devolveu o gesto sem demoras e de múltiplas formas. Sobre este novo contexto de convivência franca com as demais nações se baseou o êxito da primeira edição do Argentina Business & Investment Forum, cujos trabalhos se concluíram há poucos dias no centro de Buenos Aires. Um evento que a imprensa prontamente intitulou de “Mini-Davos”, dado o elevado número de participantes estrangeiros e a relevância das multinacionais presentes. Entre presidentes executivos, banqueiros, gestores, empresários e representantes de 68 governos, mais de quatro mil convidados assistiram ao encontro que esgotou os principais hotéis da capital.
O Fórum proporcionou uma oportunidade ímpar para os investidores internacionais conhecerem de perto as imensas oportunidades que, num momento de alguma turbulência global e regional, a Argentina hoje oferece. Oportunidades que proliferam em praticamente todos os setores, da agroindústria às energias renováveis, das infraestruturas às telecomunicações, das parcerias público-privadas ao turismo.
Tamanha participação no Fórum representou um inequívoco sinal de confiança na liberalização da economia argentina. De facto, num corte assumido com o passado recente, o Presidente Macri implementou ao longo destes primeiros 10 meses de mandato uma política orientada para a remoção das barreiras ao investimento estrangeiro e para o aclarar da credibilidade das instituições argentinas.
Neste sentido, a publicação periódica de informação oficial e independente está hoje assegurada pelo renovado instituto nacional de estatísticas. Voltou ao mesmo tempo a ser uma constante a elaboração de análises da parte de organizações internacionais, tais como o FMI, com o qual a Argentina restabeleceu a sua relação após selar o ‘default’. Para reforçar a segurança do investimento estrangeiro prestou-se ainda a garantia soberana de que o sistema judicial argentino funciona sem paixões nem interferências políticas.
Conhecendo a valia do tecido empresarial português e o potencial de crescimento do meu País, tenho vindo a assinalar que o fortalecimento da nossa relação comercial bilateral é uma bem-vinda inevitabilidade. Nesse contexto, felicito o pioneirismo das empresas portuguesas que, pelas mãos da AIP e da Câmara de Comércio Portugal Atlântico Sul, realizam no final do presente mês uma missão à Argentina.



