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Carlos Costa: “A zona euro tem de dar um passo em frente, não um passo atrás”

Governador do Banco de Portugal alerta para o momento de grande incerteza, tendências proteccionistas e euroceticismo.
Mario Proença/Bloomberg
21 Novembro 2016, 13h15

A economia global vive momentos de grande incerteza, com tendências proteccionistas, euroceticismo, o Brexit e o referendo italiano, avisou o Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, na conferência “Desenvolvimento Económico Português no Espaço Europeu”.

Carlos Costa alertou que “o melhor é verificar que há um problema e que tem de ser resolvido seja a nível europeu, seja ao nível internacional, seja a nível de governo próprio”.

O governador do Banco de Portugal disse que, “tudo o que seja voltar atrás é uma ilusão. Podemos fechar uma porta durante uma década, na seguinte o que vamos encontrar é que situação ficou pior para quem fechou a porta”.

“Estamos neste momento num quadro de grande incerteza, com tendências proteccionistas, euroceticismo, Brexit, referendo italiano e temos ainda o populismo”, referiu Carlos Costa.

“A zona euro tem de dar um passo em frente, não um passo atrás (…) mais tarde ou mais cedo vamos ter G8, G7 ou G20 a discutir a questão cambial porque é um mecanismo importante de ganhos ou perdas pela sua manipulação”, disse o Governador.

Afirmou ainda que “uma das grandes tentações, e isso já se passou nos anos 30 (século passado), é: ‘vamos parar o relógio’ e voltar ao proteccionismo, mas as forças que determinam a operação dessa interdependência (da economia global) continuam a operar”.

Frisou ainda que, “a pior forma de reagir politicamente é pensar que se interrompem os acontecimentos ou que se faz recuar o processo” da integração europeia.


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