A Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC) enviou um comunicado a informar que a Shell, através da sua representada DISA para os postos de abastecimento na Península Ibérica, vai iniciar atividade em Portugal até ao final de 2016. A empresa regressa a Portugal doze anos depois de ter vendido as suas operações no território nacional.
A Total vai também voltar, mas o regresso desta empresa está marcado para janeiro do próximo ano, após oito anos de ausência na sequência da venda da sua rede à CEPSA.
“Estes investimentos são positivos, pois vão ao encontro de um desejado aumento da concorrência no setor dos combustíveis em claro favor dos consumidores portugueses, mas sobretudo é um voto de confiança no Governo e no seu desejo de abertura logística do mercado”, pode ler-se no documento da ENMC, enviado ontem.
À Shell e à Total vão juntar-se mais dois operadores ibéricos de comercialização de garrafas de gás butano e propano e talvez uma cadeia de supermercados na venda de botijas de marca branca, segundo a mesma nota. “Estas entradas decorrem sobretudo da regulamentação levada a cabo pela ENMC com o apoio do Governo, nomeadamente a obrigatoriedade da troca de garrafas entre operadores”, acrescentam.
De acordo com a radiografia do mercado de combustíveis em Portugal, relativa ao passado mês de setembro, a Galp, a BP e a Repsol – as três marcas mais influentes – venderam 57,20% da gasolina e do gasóleo no país. A estas marcas se seguem as restantes, com 24,74% das vendas, e os postos presentes nos hipermercados (18,06%).
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