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Carlos Humberto: “A terceira ponte ainda é a melhor solução”

Autarca do Barreiro pensa que estamos a semanas de ter uma decisão final e favorável da Agência Portuguesa do Ambiente ao projeto do terminal, para depois se avançar para o concurso público.
10 Março 2017, 14h57

O presidente da Câmara do Barreiro defende as vantagens do terminal portuário no seu concelho, mas não desiste da terceira travessia, abandonada pelo atual Governo. E defende que os dois projetos podem ser complementares.

Já andamos a falar do terminal do Barreiro há vários anos, mas o que falta para que seja lançado o concurso público?
Para que o Governo lance o concurso é preciso que a APA [Agência Portuguesa do Ambiente] se pronuncie sobre a DIA [Declaração de Impacte Ambiental]. Este processo começou no final de 2016 ou início de 2017, mas sei que os prazos estão a chegar ao fim, a não ser que a APA coloque algumas dúvidas e questões, levando à interrupção dos prazos. Penso que será uma questão de semanas até termos uma decisão da APA.

E depois, fica a faltar o quê?
Se a decisão da APA for favorável, fica apenas a faltar que o Governo instrua a APL [Administração do Porto de Lisboa] para que lance o respetivo concurso público internacional.

E se a decisão da APA não for favorável?
Penso que não haverá problemas desse tipo. Até porque o Estudo de Impacte Ambiental [EIA] e outros estudos que entretanto encomendámos, por exemplo ao LNEC [Laboratório Nacional de engenharia Civil] esclareceram muitas dúvidas que havia inicialmente sobre o projeto. Em primeiro lugar, já ficou demonstrado que a dimensão do dragado, sendo relevante, é comportável  pelo investimento. Em segundo, que os solos contaminados não passam de 2% do total de solos que é necessário remover para o projeto; e em terceiro lugar, está provado que é tecnicamente possível fazer um porto nos terrenos do Barreiro.

Como reage ao facto de o Governo já ter desistido da terceira travessia do Tejo?
Nós pensamos que a terceira travessia é uma das condições para o desenvolvimento do Barreiro e das duas margens do Tejo. Pensamos que a ligação Chelas/Barreiro é a melhor para fazer a ligação ferroviária e rodoviária entre o Norte e o Sul. De tal forma que todo o projeto do TMB [Terminal Multimodal do Barreiro] está a ser concebido sem poder em causa o projeto dessa travessia. Aliás, pensamos mesmo que a construção do terminal pode ser uma alavanca para a construção dessa travessia porque são projetos que se podem complementar.


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