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Emissão de dívida da Caixa dá o tiro de partida

Presidente do banco começa ronda de contatos com investidores internacionais.
20 Março 2017, 07h05

O ‘road show’ para a emissão de dívida subordinada da Caixa Geral de Depósitos, no valor de 500 milhões de euros, tem hoje início.

O presidente do banco público, Paulo Macedo, vai encontrar-se a partir desta segunda-feira com investidores em Londres e Paris, para apresentar a operação. Estará acompanhado pelo administrador financeiro, José Brito, e pelos administradores responsáveis pelo investimento e pelas relações com investidores (Bruno Costa e Luís Martins, respetivamente).

Em Lisboa, haverá uma outra equipa em contactos com os investidores: o administrador Francisco Cary e o responsável pelos mercados financeiros, Marco Azevedo.

A emissão faz parte do plano de recapitalização do banco público e destina-se a investidores institucionais. Os títulos de dívida subordinada da Caixa vão pagar um cupão anual de 5,125%, valor que fica abaixo de algumas estimativas divulgadas nas últimas semanas, que apontavam para um número na ordem dos 9%.

A operação está a ser conduzida pelo Caixa BI e por um sindicato de bancos de investimento internacionais composto pelo Barclays, Citigroup, Deutsche Bank e JP Morgan.

Esta emissão no valor de 500 milhões de euros corresponde à primeira tranche de um total de 930 milhões de euros de divida subordinada que a CGD vai emitir e que faz parte da segunda fase do plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, acordado entre o Estado Português e a Comissão Europeia.

Embora sejam títulos perpétuos, os investidores terão a opção de serem reembolsados no final de um prazo de cinco anos. A Caixa vai ainda emitir outros 430 milhões de euros em dívida subordinada até ao final do próximo ano, no âmbito do plano de recapitalização acordado com Bruxelas. O banco público vai ainda receber uma injeção de capital do acionista Estado, no valor de 2,5 mil milhões de euros.


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