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Sal usado em Portugal tem microplásticos

Os cientistas concluíram que as partículas podem estar em muitos produtos de origem marinha.
5 Maio 2017, 13h57

O estudo The presence of microplastics in commercial salts from different countries concluiu que o sal que se usa em Portugal contém partículas antropogénicas (microplásticos e pigmentos).

A investigação, publicada no Scientific Reports e divulgada pelo jornal Público desta sexta-feira, analisou 17 marcas de sal vendidas em oito países – Austrália, França, Irão, Japão, Malásia, Nova Zelândia e África do Sul – e percebeu que cada indivíduo pode consumir cerca de 37 partículas de microplásticos por ano a partir do sal.

“Os microplásticos podem libertar poluentes no nosso organismo que, a longo prazo, podem provocar problemas de saúde. Por isso, dizemos que são microbombas”, afirmou um dos investigadores ao matutino português a propósito do trabalho que desenvolveu. Apesar de não ser perigoso para a saúde dos consumidores, o cientista caracterizou as partículas em questão de “microbombas”, que podem estar em muitos produtos de origem marinha.


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