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Programa de estágios de verão do Pingo Doce: “É perverso e inaceitável”

O Pingo Doce no Algarve está a oferecer um programa de estágios de verão para os filhos dos trabalhadores com uma idade compreendida entre os 18 e os 25 anos, oferecendo uma remuneração de 500 euros por 10 horas de trabalho diárias, com turnos rotativos.
5 Junho 2017, 13h36

José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda (BE) critica o Programa de estágios de verão para jovens do Pingo Doce, considerando-o “perverso e inaceitável”.

Na sua página oficial do Facebook, o deputado bloquista deixa críticas à Jerónimo Martins, a empresa que detém a cadeia de supermercados

“Utilizar estágios (que são uma formação sob tutoria) para recrutar pessoas com estas tarefas, a receber abaixo do salário mínimo, e ter o descaramento de apresentar isso como uma espécie de ato de beneficência para com os filhos dos trabalhadores, a quem se estaria a dar “uma oportunidade”, é perverso e inaceitável – além de ser, pelos dados que são públicos, ilegal”, escreve.

José Soeiro saleinta que se a cadeia necessita de mais trabalhadores no Algarve durante as férias para fazer face ao aumento de atividade “então que contrate mais trabalhadores”.

“Se o Pingo Doce tem necessidade de mais trabalhadores no Algarve durante as férias para fazer face ao aumento de atividade, então que contrate mais trabalhadores”.

Este programa de estágios de verão intitulado ‘Academia de Retalho’ foi denunciado ao site Abril Abril na passada quinta-feira. Tanto o Bloco de Esquerda como o PCP pedem uma intervenção da Autoridade das Condições do Trabalho neste caso.

 

 

 


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