O incêndio que deflagrou na madrugada de quarta-feira na edifício residencial da Torre Grenfell, em Londres, apanhou desprevenidos os engenheiros, que não esperavam que o material de revestimento da infraestrutura pudesse entrar em combustão e espalhar tão rapidamente o incêndio. O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Mineiro Aires, diz ao jornal ‘Público’ que “não é normal acontecer uma situação como a de Londres” e garante que a probabilidade de tal vir a acontecer em Portugal é mínima.
“Um incêndio pode acontecer a qualquer altura mas mesmo que houvesse um incêndio cá em Portugal dificilmente teria aquela dimensão”, afirma Carlos Mineiro Aires. “A nossa legislação é muito exigente, há um investimento grande em Portugal nessa matéria e se as coisas acontecerem não é por falta de segurança ou falta de legislação”.
As autoridades britânicas acreditam que o incêndio terá começado num dos andares de baixo do prédio de 24 andares e que dado o material de revestimento da Torre Grenfell – um compósito de alumínio com um núcleo de polietileno (um tipo de plástico) – as chamas terão rapidamente consumido o edifício inteiro. O incêndio terá provocado a morte de pelo menos 30 pessoas e ferido outras 70.
“Não posso afirmar a 100% que não exista [esse tipo de material – polietileno] em Portugal mas, se existirem, não será habitual a utilização desses materiais, até porque a legislação nacional é muito exigente nesta matéria”, diz Carlos Mineiro Aires, bastonário da Ordem dos Engenheiros em Portugal.
O bastonário garante que na área da segurança contra incêndios em edifícios públicos e habitacionais “estamos suficientemente tranquilos, mas isso não quer dizer que não aconteça”. Carlos Mineiro Aires lembra que a aposta na prevenção é sempre uma mais-valia.
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