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Conflito à vista? CGTP exige que Governo não coloque limites à subida de salários e nas carreiras

Para o líder sindical, “num quadro em que a economia está a evoluir favoravelmente, entendemos que é possível fazer mais e melhor”.
4 Julho 2017, 20h49

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, exigiu que o Governo não coloque “qualquer restrição” ao aumento salarial e descongelamento das carreiras no próximo ano salientando as melhorias nos indicadores económicos. Admite também que a central sindical “não fugirá ao conflito”, em caso de necessidade.

“No quadro da discussão do próximo Orçamento do Estado, não pode haver qualquer restrição, seja de que tipo for, à negociação coletiva: os salários, as carreiras, os direitos dos trabalhadores da Administração Pública e do setor público não podem sofrer qualquer tipo tipo de restrição no que concerne à sua discussão”, disse  Arménio Carlos, após a reunião do Conselho Nacional da intersindical, em Lisboa, citado pela Lusa.

Para o líder sindical, “num quadro em que a economia está a evoluir favoravelmente, entendemos que é possível fazer mais e melhor”. Acrescenta que “se assim não se verificar, haverá tendência para se acentuar a insatisfação e a contestação que hoje já se verifica por ausência de resposta às reivindicações dos trabalhadores”.

“Não fugiremos ao conflito se, porventura, a isso formos obrigados”, garantiu Arménio Carlos, embora sublinhando que a CGTP tem privilegiado a negociação.

Para a CGTP há duas opções em cima da mesa: “ou o Governo continua a convergir com o PSD e o CDS-PP na Assembleia da República para rejeitar propostas que preveem a revogação das normas gravosas do Código de Trabalho e da legislação laboral para a Administração Pública” ou “responde afirmativamente às propostas e soluções apresentadas pela CGTP e vota favoravelmente os projetos de lei que entretanto poderão ser apresentados por PCP, Bloco de Esquerda e PEV”.


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