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Kim Jong-un: míssil intercontinental era um “presente” de 4 de julho para os americanos

“Devia enviar-lhes presentes de vez em quando para os ajudar a sair do aborrecimento”, afirma o líder norte-coreano sobre o míssil balístico enviado esta quarta-feira.
KCNA/ via REUTERS
5 Julho 2017, 11h45

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, explicou esta madrugada a que se deveu o lançamento do míssil internacional. Afinal, era um “presente” por parte dos norte-coreanos para celebrar o célebre 4th July.

Os imbecis norte-americanos não devem estar muito felizes com o presente enviado para o aniversário do 4 de julho [Dia da Independência nos Estados Unidos da América]”, afirma o número um do governo de Pyongyang numa mensagem divulgada pela agência noticiosa estatal KCNA e transmitida pela imprensa internacional.

Kim Jong-un vai mais longe e afirma até que “devia enviar-lhes presentes [mísseis] de vez em quando para os ajudar a sair do aborrecimento”. Segundo a KCNA, o projétil em causa é capaz de transportar “uma carga explosiva nuclear grande e pesada.

A Coreia do Norte lançou ontem um míssil designado de Hwasong-14”, um gesto que depressa mereceu condenação por parte da comunidade internacional. O dispositivo voou 930 quilómetros (580 milhas) antes de pousar na Zona Económica Exclusiva do Japão.

Na sequência dos acontecimentos, que aconteceram no feriado americano, Tóquio condenou a ação norte-coreana e caracterizou-a de uma clara violação das resoluções da Organização das Nações Unidas. De acordo com o ministro da Defesa japonês, o míssil atingiu uma altitude superior a 2,5 quilómetros.

Ainda na terça-feira, Pequim manifestou a sua oposição à prova militar de Pyongyang, pedindo diretamente ao governo de que detenha de imediato as ações militares que sejam contrárias às resoluções emanadas do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o assunto.


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