A ministra da Administração Interna e o ministro da Agricultura mostram posições distintas sobre a disponibilidade para aceitar a criação de um comando único de combate e prevenção a incêndios.
Capoulas Santos não fechou a porta a essa possibilidade desde que com custos contabilizados, durante a audição no grupo de trabalho sobre a reforma da floresta, no parlamento esta quarta-feira, ao contrário de Constança Urbano de Sousa.
“Todos nós gostaríamos de ter um comando paralelo ao corpo de bombeiros atual, que é essencialmente de base voluntária, de ter uma outra estrutura dedicada exclusivamente à floresta”, disse Capoulas Santos, citado pela TSF.
Contudo, salienta a necessidade de contabilizar os custos. Para o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Florestas é imperativo pensar quantos efetivos a medida representa e qual o custo que representa. “Estaremos em condições de o satisfazer?”, questionou Capoulas Santos.
“Naturalmente que quem apresentará propostas concretas nessa matéria não deixará de as quantificar, portanto, porque propor um cenário ideal é fácil para todos”, realçou o ministro, citado pela TSF.
Capoulas Santos mostrou-se disponível para debater a “exequibilidade” das propostas que cheguem e abrir a porta que Constança Urbano de Sousa fechou taxativamente a semana passada.
A ministra da Administração Interna indicou que manteria a manutenção dos três pilares do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios e não um sistema de comando único de operações que proceda à centralização, noticiou o jornal Público, a semana passada.
No atual sistema, as operações estão dividas pelo ministério da Agricultura – prevenção estrutural, GNR – com a prevenção operacional- e a Proteção Civil – combate.
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