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Baleia Azul: o mistério continua. O caso do jovem Oleg Kapaev

As autoridades russas continuam a avaliar os riscos que representam os sinistros “jogos”, como a Baleia Azul. As famílias russas dizem que os riscos são reais e querem que o mundo conheça o preço que pagaram. A Sky News entrevistou um jovem que quase cometeu suicídio.
9 Julho 2017, 11h41

A Sky News conheceu um estudante universitário, que frequenta o primeiro ano, chamado Oleg Kapaev, que admitiu ter começado a jogar o “jogo” da Baleia Azul porque estava “curioso e aborrecido”.

“Eu estava céptico em relação a isso, não podia acreditar que alguém pudesse realmente matar-se “jogando”. Porque não acreditei nisto decidi ir procurar por mim próprio”, disse o jovem.

Oleg disse que precisou de vários dias de investigação online para encontrar um grupo da Baleia Azul. “Há muitos grupos na internet, mas quando eu encontrei um grupo chamado # (nome não divulgado), comecei a jogar de forma real. Havia um link para o site deles, e eu registei-me. Depois fiquei apenas à espera de que me fossem dadas tarefas.”

Depois um administrador entrou em contacto com o jovem, e começou a fornecer instruções como: “Diz-me como queres morrer” e “vê filmes de terror a noite toda”. Mais, o “curador” disse a Oleg que teria de cortar-se, e que isso ia simbolizar “o caminho até o fim” e Oleg fez exatamente o que lhe foi dito, publicando uma foto do seu braço sangrento para provar que seguiu em frente com a tarefa.

“Eles começam psicologicamente a manipular-nos. É feito de uma maneira muito profissional e a pessoa tornar-se num zombie”, admitiu o jovem russo.

Normalmente, os participantes recebem 50 tarefas, mas foi dito a Oleg que ele era um melhor “jogador” do que os outros e que se tornaria “mais feliz mais rápido”, ou seja, que a tarefa número nove seria “saltar de um edifício de 20 andares em Moscovo”.

“Eu não senti que precisava de me matar”, disse. “Eu senti que precisava completar a tarefa. Eu só tinha esse pensamento na minha cabeça”.

Foram os pais do jovem que acabaram por salvar a sua vida. Quando descobriram que o filho tinha comprado um bilhete de avião para Moscovo e depois de verem uma coleção de comentários obsessivos com suicídio nas suas páginas pessoais das redes sociais, os pais chamaram a polícia. Um agente conseguiu identificá-lo e detê-lo antes que ele saltasse do edifício.

Olga, mãe de Oleg, disse à Sky News que tiveram sorte. “Não é um jogo, é um jogo da morte”, disse. “Algumas pessoas vão sobreviver, mas outras pessoas não.”


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