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Frankfurt lidera escolhas dos bancos para o pós-Brexit

A cidade que alberga o Banco Central Europeu (BCE), pode vir a receber cerca de 10.000 novos empregos em bancos e mais de 20.000 lugares em serviços financeiros, com a transferência dos bancos que querem continuar a aceder ao mercado único.
18 Julho 2017, 12h33

O centro financeiro de Frankfurt é até agora o escolhido pelas grandes instituições bancárias para deslocarem as suas operações de Londres para a União Europeia (UE), após a finalização do processo de saída do Reino Unido do bloco europeu. A cidade que alberga o Banco Central Europeu (BCE), pode vir a receber cerca de 10.000 novos empregos na bance e mais de 20.000 lugares em serviços financeiros, com a transferência dos bancos que querem continuar a aceder ao mercado único.

O britânico Standard Chartered, a japonesa Nomura Holdings e o banco de investimento nipónico Daiwa Securities Group já elegeram formalmente a cidade de Frankfurt para retomarem as suas operações assim que as negociações entre o Reino Unido e a UE estiverem concluídas em 2019. A estes somam-se os norte-americanos do Citigroup e Goldman Sachs Group, embora ainda não tenham tornado pública a sua decisão, fontes próximas do processo indicam que a opção mais favorável será o hub financeiro de Frankfurt, noticia a agência ‘Bloomberg’.

Numa escolha alternativa, o banco britânico HSBC Holdings Plc vai deslocar as suas operações para a capital francesa, Paris. Também o britânico Barclays vai rumar até um local diferente. O destino eleito para os seus 150 postos de trabalho dedicados aos negócios com a Europa é Dublin, na Irlanda, inicialmente apontado com um dos destinos mais procurados pelos bancos.

Frankfurt recebe assim 2.600 novos postos de trabalho, ao passo que Paris fica em segundo lugar entre os destinos eleitos, com 1.400. Por apurar está ainda a futura localização de 9.000 postos de trabalho, do Deutsche Bank, JP Morgan e Morgan Stanley.

Os analistas alertam que Londres pode vir a perder com a deslocação dos bancos de investimento mais de 215 mil milhões de euros por ano, o que representa mais de 12% da economia britânica. Em conjunto, os bancos sediados em território britânico transacionam cerca de 1,8 biliões de euros de ativos.


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