Segundo noticia o Público, acusação foi conduida pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) contra os sete arguidos, revelando ainda que a transportadora aérea angolana Sonair, que pertence à Sonangol, pagou elevadas somas à TAP durante cerca de quatro anos, até 2013, para que fosse esta empresa a fazer a manutenção aos aviões.
No entanto, segundo o Ministério Público nenhum serviço foi prestado. Segundo o procurador Carlos Casimiro, o dinheiro ia parar à Sonangol através de uma empresa de ‘fachada’ sediada em Inglaterra, a Worldair e os seus serviços de consultoria custavam 74% do valor total dos contratos em causa. A consultora, de um advogado português a residir em Espanha, é considerado pelas autoridades o verdadeiro cérebro de todo o esquema.
O Público avança ainda que os promotores do esquema (advogados) “desenvolveram uma forma de esses fundos serem aplicados na aquisição de imóveis. Em Almancil e no Parque das Nações foram compradas fracções em nome de sociedades nacionais constituídas com base nas sociedades offshore beneficiárias do esquema”, revela o DCIAP.
No esquema montado, outra parte do dinheiro ia para contas bancárias de instituições financeiras sediadas em Portugal. O jornal adianta ainda que várias das empresas mencionadas na investigação são referidas nos Panama Papers.
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