O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) garante que não recebeu quaisquer informações sobre os investidores que estavam a ser alvo de investigação no âmbito da operação brasileira Lava-Jato, que pediram “vistos gold” em Portugal, escreve esta manhã o Diário de Notícias.
As autorizações de residência para investimento (ARI) foram concedidas em 2014, o mesmo ano que as autoridades brasileiras começaram as investigações. Um dos empresários chegou mesmo a ser condenado dois anos mais tarde.
Todos os candidatos a “vistos gold” são escrutinados pelas autoridades portuguesas e pelas autoridades internacionais, diz o SEF, que exclui que esse tipo de investigação tivesse falhado com os suspeitos do caso Lava-Jato.
“Estes casos não escapam ao controlo do SEF. O SEF segue com rigor todos os procedimentos de segurança legalmente previstos tanto na primeira emissão como na renovação. Nos casos de factos praticados e conhecidos em momento posterior à concessão, é justificada a não renovação de título de residência ou o seu cancelamento, o que pode ser acionado, se necessário, a qualquer momento”, assinalada fonte oficial do SEF ao DN.
“Sempre que considerado adequado há a possibilidade de acionar consultas por via dos oficiais consultas ou via dos oficiais de ligação, tanto os estrangeiros colocados em território nacional como os nacionais destacados no estrangeiros”, significando então que, uma vez cumpridos os procedimentos, ninguém informou o SEF da investigação assim como a condenação relativamente a 2016.
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