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Estados Unidos prendem cabecilha de rede internacional com ligações a Portugal

Os Estados Unidos acreditam que a tecnologia comprada no país era exportada para países “onde o embargo não existia, como a China, ou onde as empresas conseguiam mais facilmente licenças para exportação, como Portugal, para depois serem transportadas de navio para os utilizadores finais, no Irão”.
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7 Outubro 2017, 17h31

As autoridades norte-americanas detiveram um cidadão canadiano nascido no Irão suspeito de ser o alegado cabecilha de uma rede internacional que importava ilegalmente tecnologia com fins civis e militares dos Estados Unidos para o Irão. Suspeita-se que a rede tinha ligações a Portugal, onde conseguia mais facilmente licenças para exportação, tendo já sido detido um engenheiro português envolvido no esquema, avança o jornal ‘Expresso’.

Ghobad Ghasempour estava a ser vigiado há vários anos pelo departamento de segurança interna norte-americano, Homeland Security. As suas relações a empresários e figuras próximas do regime iraniano foram determinantes para a criação desta rede internacional.

Os Estados Unidos acreditam que a tecnologia comprada no país era exportada para países “onde o embargo não existia, como a China, ou onde as empresas conseguiam mais facilmente licenças para exportação, como Portugal, para depois serem transportadas de navio para os utilizadores finais, no Irão”.

Em Portugal, a empresa de engenharia FEC funcionaria como intermediária no negócio. Por ela terão passado uma máquina de lentes óticas e câmaras de filmar, de acordo com a investigação do departamento de segurança interna dos Estados Unidos. O advogado da empresa, Paulo José Rocha, negou no entanto as acusações levantadas

“As máquinas que comprámos nos Estados Unidos, e que nunca chegaram a sair daquele país, tinham como destino a Turquia e a China. E não o Irão nem qualquer país na lista negra dos Estados Unidos”, afirmou na altura em que o caso veio a público. “Além disso não temos qualquer cliente no Irão. Este caso tem muito a ver com a atual paranóia securitária nos Estados Unidos”.

Em abril, um colaborador externo da empresa, João Fonseca, foi detido conspiração ao “facilitar a tentativa de exportação e embarque de tecnologia controlada dos EUA para o Irão”. João Fonseca começou inicialmente por negar ter estado no Irão, mas acabou por confessar a visita à cidade de Isfahan, onde fica a sede da KSP Management, abrangida pelo pacote de sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irão.


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