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Fernando Ulrich na administração do CaixaBank após fusão com Bankia

CaixaBank anunciou hoje a concretização da fusão com o Bankia. As ações do Bankia deixarão de estar cotadas nesta sexta-feira no fecho do mercado e as novas ações do CaixaBank emitidas como consequência da fusão começarão a cotar na segunda-feira.
26 Março 2021, 09h14

O CaixaBank concluiu hoje os trâmites legais da fusão com o Bankia para converter-se no banco líder em Espanha. Isto é, o registo da escritura de fusão no Registo Mercantil em Espanha. A integração deverá ficar concluída até ao fim do ano.

O CaixaBank terá cerca de 20 milhões de clientes e 623.800 milhões de euros em ativos totais, e vai converter-se no banco de referência em Espanha, com uma quota de créditos e depósitos de 26% e 24%, respetivamente, e uma presença geográfica diversificada e equilibrada.

As ações do Bankia deixarão de estar cotadas nesta sexta-feira dia 26 de março no fecho do mercado e as novas ações do CaixaBank emitidas como consequência da fusão começarão a cotar no próximo dia 29 de março, segunda-feira, anunciou o banco em conferência de imprensa.

José Ignacio Goirigolzarri, atual presidente do Bankia, será presidente da entidade logo que seja designado pelo novo Conselho de Administração do CaixaBank, que prevê reunir-se nos próximos dias. Tal como foi indicado no projeto de fusão.

O administrador-delegado (CEO), Gonzalo Gortázar, mantém-se como o primeiro executivo do CaixaBank e presidirá ao Comité de Direção. Isto é, mantém-se como CEO.

Tal como já noticiado anteriormente, o histórico presidente do BPI e actual Chairman do banco português será administrador da entidade combinada resultante da fusão, logo que seja designado pelo novo Conselho de Administração do CaixaBank, que prevê reunir-se nos próximos dias.

A Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas do CaixaBank aprovou no passado dia 3 de dezembro a nomeação dos novos administradores após a integração – José Ignacio Goirigolzarri Tellaeche, Joaquín Ayuso García, Francisco Javier Campo García, Eva Castillo Sanz, Teresa Santero Quintillá e Fernando Ulrich – que se juntam aos atuais administradores do CaixaBank: Gonzalo Gortázar Rotaeche (administrador-delegado), Tomás Muniesa Arantegui (vice-presidente), José Serna Masiá, María Verónica Fisas Vergés, Cristina Garmendia Mendizábal, María Amparo Moraleda Martínez, Eduardo Javier Sanchiz Irazu, John Shepard Reed e Koro Usarraga Unsain, diz o comunicado.

A fusão foi hoje apresentada numa conferência de imprensa liderada pelo presidente e CEO do futuro CaixaBank.

A operação, que representa a criação da entidade líder do sector financeiro em Espanha, foi aprovada por ampla maioria pelas Assembleias Gerais Extraordinárias de Acionistas do CaixaBank e do Bankia em dezembro passado e obteve todas as autorizações pertinentes.

“A operação cumpre assim com o calendário estabelecido em setembro passado para materializar a fusão legal no primeiro trimestre de 2021 e mantém o objetivo de executar a integração operacional entre as duas entidades antes do final de 2021”, diz o banco.

A entidade resultante manterá a marca CaixaBank, pelo que, uma vez completada a fusão legal, se procederá à substituição da marca Bankia nos balcões e noutros edifícios individuais.

O Conselho de Administração do CaixaBank será formado por 15 membros, dos quais cerca de 60% serão independentes. A representação de mulheres alcança os 40%.

Sobre a redução de pessoal após a fusão, que os analistas estimam que oscile entre os sete mil e os oito mil colaboradores, Gonzalo Gortazar disse, na conferência de imprensa, que iria reunir-se com os sindicatos e esperava ter uma definição no segundo trimestre.

Fonte do BPI garante que Portugal não será afectado pela redução de pessoal.

Gonzalo Gortázar explicou que “uma operação transformacional como esta é necessária para a adaptação a um novo ambiente onde as condições mudaram como consequência da disrupção tecnológica e do contexto económico. Antecipamo-nos para continuar a ser um fator chave de apoio a famílias e empresas”.

O CEO disse na conferência de imprensa que o “BPI é o melhor banco português”.


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