O concurso para a venda do Banco Efisa vai ser lançado este mês de novembro. Essa é pelo menos a intenção da entidade vendedora, a Parparticipadas, segundo soube o Jornal Económico junto de fonte conhecedora do processo. Mas confrontada, a empresa liderada por Bruno Castro Henriques não comenta.
Por se tratar de um concurso público há uma carga adicional de peças necessárias para o concurso, o que explica que o processo de venda, autorizado pela tutela no fim de agosto, ainda não esteja na fase de receção de propostas não vinculativas.
Recorde-se que o Governo deu luz verde, no fim de agosto, à reabertura do processo de privatização do Banco Efisa.
O banco contratou os assessores financeiros e jurídicos – KPMG e António Macedo Vitorino e Associados – para apoiarem o processo nas diferentes fases. Este mês deverá ser iniciada a fase das propostas non-binding (não vinculativas).
A Patris, que esteve interessada no Efisa no anterior concurso de 2015, já admitiu ao Jornal de Negócios que quando for contactada irá analisar o processo, mas a decisão de avançar ou não vai depender das condições da venda.
A Patris, liderada por Gonçalo Pereira Coutinho, ficou com vários ativos do BPN, como foi o caso da corretora Fincor e da seguradora Real Vida. O facto de ser um grupo maioritariamente segurador pode ser um entrave à decisão de avançar para a compra do banco.
O gabinete do ministro das Finanças fez saber, recentemente, que “a operação de venda que vier a ser escolhida pela Participadas está sujeita a autorização da tutela apenas no final do procedimento, devendo então a Parparticipadas submeter pedido ao Ministério das Finanças, juntamente com um estudo demonstrativo do interesse e da viabilidade económica e financeira da mesma operação”. No Governo, caberá ao secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, a decisão final de venda do Efisa.
Desde o cancelamento do anterior concurso, em abril, o futuro do Efisa tem estado estacionado. A sociedade que venceu em 2015 o concurso de privatização propunha-se a pagar 38,27 milhões de euros. Este valor foi calculado assumindo um capital próprio refletido no balanço final (à data da transmissão) de 52,29 milhões de euros. Hoje, o preço será ajustado em baixa, porque os capitais próprios têm vindo a cair. O valor dos capitais próprios do banco, um referencial em processos de aquisição, era em junho de 42,4 milhões de euros, de acordo com o balanço individual publicado no site do Banco de Portugal.
Segundo o relatório e contas de 2016, o Efisa está registado no balanço ao custo de aquisição de 90,3 milhões de euros.
A venda do Banco Efisa à Pivot SGPS (detida por Ricardo Santos Silva e Aba Schubert, e que tem Miguel Relvas como acionista), acordada em outubro de 2015, foi cancelada a 3 de abril de 2017, após ter terminado o prazo para a concretização da operação. Ou seja, foi cancelado 17 meses após a escolha em concurso da Pivot SGPS.
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