[weglot_switcher]

“A língua portuguesa é um alicerce importante da empresa”

Martin Henk, co-fundador e vice-presidente da Pipedrive, explica ao Jornal Económico como evoluiu a startup de software para gestão de vendas formada há sete anos em Tallinn, na Estónia.
9 Novembro 2017, 07h20

Em quantos países está presente a Pipedrive?
Na América do Norte, os Estados Unidos são o nosso maior mercado – estamos também presentes no Canadá e no México. Na América do Sul, estamos bem consolidados no Brasil e também temos presença em diferentes países da América Latina. Estamos igualmente a crescer na maioria dos países da União Europeia. Temos diversos escritórios na Estónia, um em Lisboa, outro em Nova Iorque e estamos no processo de abrir outro em Londres.

A internacionalização é uma prioridade da empresa?
A Pipedrive é bastante global desde o início – em parte devido ao mercado doméstico bastante pequeno que temos na Estónia. O software está em inglês desde o início e qualquer pessoa no mundo pode subscrever. Comparativamente com a maioria dos nossos concorrentes que ficam no mercado dos Estados Unidos da América por muito mais tempo numa fase inicial, nós tornámo-nos globais logo no primeiro ano, com a introdução da língua portuguesa, para dar resposta ao mercado brasileiro.

Qual a estratégia da marca em Portugal?
Temos um carinho muito grande por Portugal, como já partilhamos inúmeras vezes. A língua portuguesa já era um alicerce importante da empresa, uma vez que desde 2014 a Pipedrive faculta um serviço de apoio ao cliente em português, devido ao mercado brasileiro em que também atuamos e no qual contamos com milhares de clientes.
A nossa estratégia para Portugal continua a ser dedicarmo-nos a 100% aos nossos vendedores e a pequenas empresas que estejam em processos de venda dispendiosos e complexos que requerem um pipeline de gestão de vendas. O recrutamento é outra das nossas grandes prioridades, onde já contratamos 30 das 50 pessoas que estimamos até ao final do ano – e outras 50 até ao final de 2018.

Como é que esta aplicação se adapta a mercados tão distintos?
Temos visto que, enquanto as culturas e hábitos podem ser bastante diferentes de país para país, os princípios das vendas mantêm-se semelhantes. As pessoas continuam a falar umas com as outras, a partilhar conhecimento, planificar os dias, etc. Por isso se por um lado temos vindo a adaptar a plataforma para diferentes línguas, por outro temos mantido as funcionalidades para todos os pontos geográficos.

Em termos práticos, como pode esta aplicação ajudar as Pequenas e Médias Empresas (PME) a adaptarem o seu negócio ao nível da gestão de CRM de vendas?
A Pipedrive não é apenas mais uma ferramenta de bases de dados para guardar informação. É a combinação de uma ferramenta e um método de trabalho que ajuda as pessoas a melhorar o processo das vendas. Temos uma opinião sobre as melhores práticas e a ferramenta reflete imensas dessas ideias, na medida em que os utilizadores recebem inputs com muita frequência independentemente da experiência de cada um na área das vendas.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.