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Icónicos autocarros de Londres vão passar a ser movidos com biodiesel feito de borras de café

A ideia está a cargo da empresa Bio-bean e tem como objetivo fazer rentabilizar os restos de café que são descartados, estando prevista uma média de produção 6.000 litros por ano do biocombustível.
20 Novembro 2017, 12h05

Os icónicos autocarros vermelhos de Londres em breve vão passar a circular movidos por um biocombustível parcialmente produzido com borras de café. A ideia está a cargo da empresa Bio-bean e tem como objetivo fazer rentabilizar os restos de café que são descartados, estando prevista uma média de produção 6.000 litros por ano do biocombustível.

“[O composto tem um alto teor de óleo, cerca de 20% de óleo por cada quilo de borras de café. É, por isso, um produto excelente para fazer biodiesel”, afirma Arthur Kay, fundador da empresa Bio-bean.

Arthur Kay indica que o Reino Unido produz 500 mil toneladas de borras de café por ano e, por isso, a Bio-bean tem procurado reforçar parcerias com milhares de cafetarias em todo o país para fazer rentabilizar a matéria-prima. Esta é depois convertida em biocombustível na fábrica da empresa na cidade de Cambridgeshire, no sudoeste do país, onde é misturada com diesel comum.

Além do combustível para encher o depósitos dos veículos, a empresa produz também uma espécie de “bolacha” de biomassa, em forma de peletes e briquetes, destinada ao aquecimento doméstico e a fogos de restaurantes e fábricas. Por ano, a empresa produzir à volta de 50 mil toneladas e a expectativa é de que este número venha a aumentar.

A empresa Bio-bean tem também plano para se expandir por todo o Reino Unido e alargar a sua atividade a outros países no continente europeu e nos Estados Unidos. “Estamos especialmente à procura de sítios onde se beba uma grande quantidade de café”, afirma Arthur Kay.


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