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Exide Technologies investe 35 milhões para aumentar produção

Os norte-americanos compraram a Tudor em 1994. Novo investimento está a ser estudado para o setor das energias renováveis.
21 Dezembro 2017, 07h10

A Exide Technologies – antiga Tudor – vai investir cerca de 22 milhões de euros na ampliação das suas instalações de produção de baterias industriais (AGM), situadas em Castanheira do Ribatejo, o que lhe permitirá passar a produzir mais de 1,6 milhões de unidades por ano – mais 30% que a produção atual. O investimento será unicamente suportado por capitais próprios da casa-mãe norte-americana, que adquiriu a Tudor em 1994. Segundo disse ao Jornal Económico o diretor-geral do grupo, Francisco Ocón, os restantes 13 milhões de investimento serão processados noutras melhorias da produtividade.

Os investimentos serão destinados a acrescentar a fatura das exportações, dado que a Exide Technologies exporta cerca de 80% da produção, principalmente para o setor das telecomunicações. As baterias AGM são a nova geração deste tipo de equipamentos, cada vez mais atuais num cenário de viragem do setor automóvel para os híbridos e carros elétricos – contando a empresa no rol dos seus clientes com o exército norte-americano, numa colaboração que remonta a 1941.

O novo investimento criará mais cem postos de trabalho, o que irá colocar o número de colaboradores acima das 600 pessoas. Para além da unidade de produção de baterias, a Exide tem também em Portugal uma fábrica de reciclagem de baterias, na Azambuja, que funciona em paralelo com duas outras unidades do grupo instaladas no território espanhol.

Para além deste volumoso investimento, o grupo está a ponderar avançar para a instalação de uma central de painéis fotovoltaicos, que possibilite a substituição de um dos custos mais elevados da produção: a eletricidade e o gás natural. Este investimento vem tornar evidente uma das queixas recorrentes dos empresários instalados no território nacional, segundo os quais um dos maiores custos da envolvente dos negócios é o preço da energia – que uma parte substancial dos responsáveis das empresas considera excessivo e mutilador da competitividade.

A Exide Technologies foi criada em 1888, emprega mais de dez mil colaboradores, está presente em 80 países e gera um volume de negócios da ordem dos 2,7 mil milhões de dólares (cerca de 2,3 mil milhões de euros). Na Europa, o grupo norte-americano possui instalações fabris em Portugal, Espanha (2), Polónia, Itália, Bielorrússia, França e Alemanha (2). Em Portugal, o grupo comemorará 100 anos de existência em 2020. “Estamos cá para ficar”, disse Francisco Ocón.

Em termos globais, o grupo Exide tem em processo de execução investimentos que a casa-mãe avalia em mais de 600 milhões de dólares (cerca de 510 milhões euros). A operação nacional responde por um volume de negócios que ascende aos 142 milhões de euros, que, segundo Francisco Ocón, deverão crescer para os 175 milhões quando os investimentos estiverem em velocidade cruzeiro.

Artigo publicado na edição digital do Jornal Económico. Assine aqui para ter acesso aos nossos conteúdos em primeira mão.


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