Os CTT – Correios de Portugal acabam de comunicar ao mercado que, em Conselho de Administração, cooptaram hoje Guy Patrick Guimarães de Goyri Pacheco para as funções de Vogal do Conselho de Administração e da Comissão Executiva dos CTT, para completar o mandato em curso (2017-2019), em substituição de André Gorjão de Andrade Costa que renunciou ao cargo.
Esta cooptação será submetida a ratificação da próxima Assembleia Geral dos CTT.
O novo CFO foi ainda designado como representante para as Relações com o Mercado.
“A tomada nesta data destas deliberações contribui para o ciclo de transformação dos CTT que se inicia essencialmente focado na otimização da capacidade operacional e racionalização de custos, no contexto do Plano de Transformação Operacional hoje objeto de aprovação pelo Conselho de Administração e comunicação ao mercado”, lê-se no comunicado da empresa liderada por Francisco Lacerda.
Uns escassos minutos antes do comunicado ser divulgado pela CMVM, o “Eco” anuncia e esta mudança e diz que ocorre numa altura em que os CTT se preparam para anunciar nas próximas horas um plano de reestruturação para os próximos três anos para travar a quebra dos resultados.
No final de setembro, os CTT tinham reportado receitas de 518 milhões de euros, menos 0,2% do que há um ano. O grande handicap dos CTT é o o segmento de correios tradicionais, que representa ainda a maior fatia das receitas dos CTT e está naturalmente em queda.
A isto soma-se o Banco CTT que ainda não dá lucros. No ano passado, o banco liderado por Luís Pereira Coutinho reportou prejuízos de 21,4 milhões de euros, acima dos 5,9 milhões em 2015, devido ao aumento dos custos operacionais passaram de 7 milhões em 2015 para 26 milhões em 2016, o que se explica por ser uma “start-up”, ou seja por estar a investir no aumento da rede para captar mais clientes e a investir nos recursos humanos.
(em atualização)
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