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Subida do preço do combustível provocado pelas gasolineiras, conclui supervisor (com áudio)

Subida dos preços dos combustíveis, em máximos de dois anos, “é mais justificada pelo aumento dos preços antes de impostos e das margens brutas do que pelo aumento da fiscalidade”, segundo a análise da ENSE.
14 Julho 2021, 11h08

A subida do preço dos combustíveis – em máximo de dois anos – deve-se aos aumentos feitos pelas gasolineiras, conclui uma análise da Entidade Nacional para o Sector Energético (ENSE)

“A análise da ENSE confirma ainda que os preços médios de venda ao público estão em máximos de dois anos, em todos os combustíveis, sendo que esta subida é mais justificada pelo aumento dos preços antes de impostos e das margens brutas do que pelo aumento da fiscalidade”, segundo comunicado divulgado esta quarta-feira, 14 de julho pela ENSE, entidade supervisora e fiscalizadora do mercado dos combustíveis.

O supervisor analisou os preços dos combustíveis entre 2019 e 2021 e concluiu que nos dois últimos anos a “margem média anual foi superior à média registada em 2019, período anterior à pandemia”.

“Durante os meses críticos da pandemia, os preços médios de venda ao público desceram a um ritmo claramente inferior à descida dos preços de referência. As margens dos comercializadores atingiram, assim, em 2020, máximos do período em análise. Na gasolina, com 36,8 cêntimos por litro (cts/l), a 23 de março; e no gasóleo, com 29,3 cts/l, a 16 de março”.

Na quarta-feira, 30 de junho 2021, a “margem apurada sobre a gasolina era superior à margem média praticada em 2019 em 0,069€ (ou +36,62%). No caso do gasóleo, a margem no último dia do mês de junho era 0,01€ superior à média do ano de 2019 (ou +5.08%)”.

Conforme explica a entidade liderada por Filipe Meirinho, as “margens brutas consistem na diferença entre o preço médio de venda ao público (em bomba) e o preço de referência. O preço de referência tem por base uma fórmula (publicada pela ENSE) que permite determinar o preço à saída da refinaria. Já os preços de comercialização resultam da fixação livre do mercado e variam de posto para posto e de marca para marca”.

A ENSE destaca que no período abrangido pelo estudo “constatou-se, ainda, uma quebra no volume de vendas de combustíveis. Especificamente em abril de 2020, o volume total de vendas de combustíveis rodoviários registou uma descida de 49,82% face ao mês homólogo de 2019, depois de em março de 2020 essa redução homóloga ter sido de 21,74%”.

“A venda de combustíveis foi uma das atividades que preservou as operações durante o período de pandemia, mantendo, na sua grande maioria, as estruturas de custos de operação”, segundo a entidade.


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