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Parlamento debate próximo ano letivo. PCP diz que Governo tem de ir “mais além” e alerta para graves consequências (com áudio)

Para o PCP é claro que “ou o Governo se apressa a resolver os problemas que estão criados ou então vamos ter aqui um problema muito grave”. Plano de recuperação de aprendizagens e a falta de trabalhadores nas escolas estão entre as preocupações dos comunistas.
8 Junho 2021, 08h15

O Parlamento vai debater a preparação do novo ano letivo esta terça-feira a requerimento do Partido Comunista Português (PCP). Segundo declarações da deputada comunista Ana Mesquita, ao Jornal Económico (JE) o Governo tem de ir “mais além” das medidas que constam do Orçamento do Estado (OE) 2020 ou as consequências poderão a ser “muito graves”.

“Consideramos que a resposta tem de ir muito mais longe”, explicou Ana Mesquita, acrescentando que falta “concretizar plenamente todas as medidas que decorrem do Orçamento do Estado”. Para o PCP é claro que “ou o Governo se apressa a resolver os problemas que estão criados ou então vamos ter aqui um problema muito grave”.

Entre as preocupações que os comunistas vão expor no Parlamento está o plano de recuperação das aprendizagens, de 900 milhões de euros, anunciados no dia 1 de junho pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. Ana Mesquita garante que o partido vai pedir detalhes sobre esta matéria. “Não basta falar em milhões”, sublinhou.

Para a deputada do PCP o pacote apresentado conta com “muito pouco em termos de concretização das medidas e das ferramentas concretas que cada escola terá ao seu dispor”. Questões a esclarecer agora e “não no primeiro dia de aulas”, frisou Ana Mesquita.

Ainda sobre a recuperação das aprendizagens, os comunistas avaliam esta questão como “fundamental”. “Foram dois anos letivos atípicos em que houve uma resposta muito diferenciada de escola para escola, de turma para turma, de aluno para aluno mediante os meios que cada um tinha”

“Tem de haver como é evidente uma aposta muito clara na recuperação das aprendizagens dos alunos para garantir que eles têm o seu percurso escolar em continuidade”, afirmou Ana Mesquita.

Durante debate no Parlamento os comunistas pretendem ainda questionar o Governo sobre a falta de profissionais nas escolas. “Há carência de trabalhadores das várias profissões da escola Pública seja os auxiliares que ainda têm de ser contratados, os administrativos que ainda fazem falta às escolas, os técnicos especializados que também é preciso que haja um reforço, sem falar na questão dos professores e educadores”, destacou a deputada comunista.

“A par disto temos uma grande precariedade que ainda não está resolvida, uma série de contratações seja temporárias, seja a termo certo, e no caso dos professores, professores contratados que há muito deveriam estar vinculados”, acrescentou Ana Mesquita.

Os dados mais recentes relacionados com a Educação, revelados a 26 de maio, por Tiago Brandão Rodrigues apontam para uma taxa de abandono escolar precoce fixou-se nos 6,5% no primeiro trimestre de 2021.

 

 

 


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