O Zoom Video Communications apresentou bons resultados relativos ao primeiro trimestre, mas sinalizou uma flexibilização mais rápida do que o esperado nos pedidos pelo seu serviço de videoconferência.
Segundo a “Reuters”, a empresa prevê uma receita no terceiro trimestre entre 1,015 mil milhões de dólares e 1,020 mil milhões de dólares (cerca de 86 milhões de euros), em comparação com a estimativa média dos analistas de 1,013 mil milhões. A empresa aponta que os ganhos ajustados, no terceiro trimestre, são entre 1,07 dólares e 1,08 dólares por ação, em comparação com as expectativas de 1,09 dólares por ação.
Os valores refletem um aumento de 31,2% em relação ao ano anterior — valores elevados mas que começam a desacelerar em comparação ao crescimento de 2020, quando a crise da Covid-19 motivou o crescimento do Zoom devido às reuniões do teletrabalho e da telescola.
“Esperávamos que [a desaceleração] acontecesse no final do ano, mas aconteceu mais depressa do que esperávamos”, cita a “Reuters” as declarações da diretora financeira do Zoom Kelly Steckelberg. A Zoom esteve sob pressão, este ano, pelo regresso das escolas e também devido ao fim do teletrabalho em algumas empresas. Além disso, registou-se uma aposta neste tecnologia em plataformas como a Cisco’s Webex, o Microsoft Teams e o Skype.
Tendo em conta a desaceleração da empresa, o Zoom referiu que espera uma queda na receita de clientes, composto principalmente por pequenas e médias empresas.
Analistas acreditam que a empresa vai tentar deter a desaceleração do crescimento com uma melhoria na plataforma e um reforço do Zoom Phone. A multinacional anunciou recentemente a compra da produtora de software call center Five9 e da Kites GmbH, uma empresa que ajuda na tradução em tempo real.
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