O arranque da terceira fase de desconfinamento resultou num aumento da mobilidade dos portugueses para níveis recorde. De acordo com os dados recolhidos pela empresa PSE, que analisa os dados de mobilidade da população portuguesa, esta segunda-feira assistiu-se a um nível de mobilidade igual ou superior ao índice de mobilidade que existia antes da pandemia.
O gráfico, que vai de 0% a 100%, regista um nível de 102% no dia 19 de abril, consequência do regresso ao ensino presencial dos alunos do ensino superior e a reabertura dos centros comerciais e respetivas lojas. A empresa que avalia estes dados explica que estes níveis “indicam que a mobilidade tem uma intensidade (distancia percorrida e tempo) idêntica à existente” antes da pandemia.
No entanto, ressalva a empresa, isso não quer dizer que as características da mobilidade, nomeadamente origens e destinos e dimensões de cada viagem sejam exatamente as mesmas do que acontecia antes da pandemia. Na verdade, são bastante distintas existindo mesmo uma “nova mobilidade”, aqui não reportada.
O Índice de Mobilidade PSE mede a intensidade da circulação, tendo em conta tanto a percentagem de população que circula, como o tempo médio despendido e a distância percorrida pelos portugueses.

Este aumento já era esperado, uma vez que, já no fim de semana, antes da entrada em vigor da terceira fase de desconfinamento, também o índice de mobilidade atingiu um recorde, situando-se nos 83%.
“Neste último fim de semana, 60% da população esteve em mobilidade, um valor só comparável, durante a pandemia, com os níveis verificados no verão passado ou no fim de semana de 24 e 25 de outubro”, lê-se no comunicado da consultora. Ou seja, não só havia mais pessoas a circular no fim de semana, como as deslocações eram maiores, os destinos mais variados — incluindo praias — e aconteceram em diferentes períodos do dia.
Olhando para os dados que avaliam os níveis de confinamento, na semana passada, havia apenas cerca de mais 10% das pessoas em casa do que antes da pandemia. Este domingo e segunda, essa diferença desceu para 5%, segundo os dados da PSE.
Estes dados são recolhidos através da monitorização de localização e meios de deslocação de um painel de 4.992 indivíduos representativos do universo da população com mais de 15 anos residente em Portugal continental. ara um universo de 8.883.991 indivíduos residentes nas regiões estudadas a margem de erro imputável ao estudo é de 1.4% para um intervalo de confiança de 95%, refere a PSE.
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