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Nova galeria em Lisboa celebra artistas angolanos

Poderiam ser ‘kiandas’, mas não são. São artistas e amigos. Têm Angola no seu ‘muxima’, o mesmo é dizer coração. E convidam-nos a entrar nele através da sua arte. A partir de amanhã, António Ole, Carlos Vilar e Mário Tendinha são os anfitriões.
Mário Tendinha
19 Novembro 2021, 18h10

Três artistas entram numa galeria e desatam a contar histórias. Angola é o cerne. O elo comum. A terra de partida e de chegada. Pintura, desenho e fotografia juntam-se para contar, em 210 anos, a soma das idades de três amigos, artistas plásticos, angolanos, um sem-número de estórias nesta exposição que garante que “nas histórias o tempo não demora”.

No fundo, serão duas inaugurações: a galeria e a exposição propriamente dita, que reúne António, Carlos e Mário. A partir das 17h00 de dia 20 de novembro, e até 24 de dezembro, na galeria Artistas de Angola, um novo espaço no nº 12-A da Rua Sousa Lopes, em Lisboa, dedicado à arte angolana, António Ole, Carlos Vilar e Mário Tendinha recebem in loco quem queira conhecer as estórias que os fizeram embarcar nesta aventura, inspirada num conto tradicional em quimbundo.

“CCX-TRIPTIKUM” celebra a amizade deste trio, que aqui assumem o papel de curadores, e traz à colação diversos problemas da sociedade angolana, através de diferentes técnicas, ou não fossem artistas plásticos com diferentes percursos e olhares.

António Ole nasceu em Luanda, em 1951. Figura tutelar de toda uma geração de artistas contemporâneos angolanos, afirmou-se internacionalmente através de uma obra que vai da pintura e colagem ao desenho, da escultura à instalação, da fotografia ao filme. Formado em Cinema no American Film Institute de Los Angeles (1975) e em Cultura Afro-Americana na Universidade da Califórnia (1981-1985), Ole realizou a sua primeira exposição internacional no Museum of African Art de Los Angeles, EUA.

 

Artistas Angolanos, a galeria

Mário Tendinha nasceu em Moçâmedes, em 1950, e iniciou-se no desenho e na pintura aos 18 anos. É autodidata e vai beber às correntes modernas da época, à música pop, à cultura hippy e aos diversos movimentos sociais que então ganhavam forma. A influência da banda desenhada, uma das suas paixões desde a infância, também está patente no seu trabalho.

Carlos Vilar nasceu em Lisboa, em 1953, e com poucos meses de vida a família ruma a Angola. É autodidata e começa a pintar bastante tarde, em 2005. A sua primeira exposição individual tem lugar em 2017, no CCC – Instituto Camões, em Luanda, e desde então a sua obra não para de espalhar-se pelo mundo, de Luanda a Madrid, São Paulo e Nova Iorque, passando por Lisboa.


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