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Vaticano impõe restrições a não vacinados e o uso de máscaras PFF2

As medidas estendem-se a visitantes, mas também aos funcionários, que deixam de poder apresentar testes negativos e podem sofrer consequências se não cumprirem a nova normativa.
Bloomberg
13 Janeiro 2022, 18h33

O Vaticano determinou, no dia 5 deste mês, o uso obrigatório de máscaras PFF2 em “todos os ambientes fechados” e restrições para funcionários e visitantes que não estejam vacinados contra a Covid-19 ou que tenham recuperado recentemente.

Segundo a agência de notícias italiana (ANSA), as novas regras estão numa normativa assinada pelo presidente do Governo da Cidade-Estado, o arcebispo Fernando Vérgez Alzaga, e pela sua secretária-geral, a freira Raffaella Petrini.

As máscaras PFF2 são consideradas as mais seguras contra o novo coronavírus. E, para além da sua obrigatoriedade, o país definiu a interrupção de viagens de trabalho e estendeu a exigência do certificado digital para todos os visitantes dos museus e dos jardins, bem como para os participantes de congressos.

A partir de 31 de janeiro, todos os funcionários do Vaticano também terão de apresentar o “passe verde reforçado”. Segundo a normativa, colaboradores sem esse certificado “não poderão aceder ao local de trabalho” e terão faltas injustificadas, sofrendo uma suspensão no salário durante o período de ausência. Caso essa situação se prolongue, o funcionário ficará sujeito a sanções disciplinares.

Com esta mudança, o Vaticano não vai permitir mais a entrada de colaboradores não vacinados que apresentem teste negativo à Covid-19. Até ao dia 31, as pessoas ainda não imunizadas que estiveram em contacto com um  caso positivo só poderão voltar ao trabalho após 10 dias de isolamento, mediante exame negativo.

“Caso esteja vacinado com duas doses há mais de quatro meses, o indivíduo terá de cumprir quarentena de cinco dias, da qual também só sairá com teste negativo. Já os imunizados com duas doses há menos de 120 dias ou com o reforço poderão voltar ao trabalho mediante uso de máscara PFF2 em ambientes fechados e abertos”, escreve a ANSA.

O papa Francisco, que já tomou três doses da vacina da Pfizer/BioNTech, disse na segunda-feira que ser vacinado é uma “obrigação moral”.

“Frequentemente as pessoas se deixam influenciar pela ideologia do momento, muitas vezes amparadas por informações infundadas ou factos mal documentados”, continuou. “As vacinas não são um meio mágico de cura, mas certamente representam, além de outros tratamentos que precisam de ser desenvolvidos, a solução mais razoável para a prevenção da doença”.


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