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ExxonMobil cede à pressão e anuncia meta de neutralidade carbónica até 2050

CEO da gigante petrolífera, Darren Woods, garante que a Exxon está “comprometida em desempenhar um papel de liderança na transição energética”.
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18 Janeiro 2022, 15h26

A ExxonMobil formalizou um compromisso ambiental ao anunciar a meta de redução de emissão de gases de efeito de estufa (GEE) para zero líquido em todas as suas operações até 2050. De acordo com a notícia avançada pela “Financial Times”, esta terça-feira, a decisão surge na sequência da pressão dos investidores e acionistas que apelavam que fossem adotadas medidas ambientais ambiciosas.

A gigante norte-americana comprometeu-se, assim, em publicar um roteiro até o final de 2022 demonstrando como reduziria as emissões nas operações, mas não chegou a incluir o carbono emitido pelo combustível que vende. A promessa é um grande passo para a Exxon, que tem resistido ao compromissivo de emissão zero que já foi adotado por alguns dos seus rivais, como a BP ou a Shell.

Num comunicado citado pelo “FT”, o CEO da gigante petrolífera, Darren Woods, garante que a Exxon está “comprometida em desempenhar um papel de liderança na transição energética”.

A decisão, escreve o jornal britânico, vai pressionar governos do resto do mundo a apertar a política climática, por exemplo,ao  implementar um imposto sobre o carbono, e procurar por tecnologias como captura e armazenamento de carbono assim que os incentivos ambientais.

O anúncio chega cerca de um ano depois da derrota da Exxon numa disputa entre acionistas contra o pequeno hedge fund Engine No 1, que custou à empresa três assentos no seu conselho de administração.

A Exxon anunciou que vai eliminar a queima rotineira de gás natural e libertações de metano nas suas instalações. Vai implementar o uso de energias renováveis para alimentar as operações e procurar implantar a captura de carbono e hidrogénio, duas técnicas que foram apoiadas por governos e pela indústria de petróleo, mas ainda não fizeram sentido impactos nas emissões globais.

A empresa também pode compensar as emissões que não conseguiu eliminar com créditos de carbono, disse Peter Trelenberg, gerente de política e planejamento ambiental da Exxon, ao Financial Times.


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