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Boris Johnson levanta obrigatoriedade do uso de máscara e apresentação de certificados de vacinação em Inglaterra

Medidas deixarão de vigorar a partir da próxima quinta-feira, 27 de janeiro, em Inglaterra. O primeiro-ministro britânico argumenta que a ciência demonstrou que até agora tomou as decisões certas no que toca à proteção contra a Covid-19.
19 Janeiro 2022, 13h44

Máscaras faciais obrigatórias, certificados de vacinação e a recomendação do teletrabalho vão deixar de estar em vigor em Inglaterra a partir da próxima quinta-feira, 27 de janeiro, anunciou esta quarta-feira o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deixando para trás as medidas do Plano B destinadas a combater a propagação do coronavírus.

O “The Guardian” avança que Johnson anunciou ao parlamento que o governo tomou um “caminho diferente” em relação a grande parte da Europa e que os “dados têm mostrado , uma e outra vez, que este governo acertou nas decisões mais difíceis”.

O primeiro-ministro sublinhou que mais de 90% das pessoas com mais de 60 anos em todo o Reino Unido já tinham a vacina de reforço e que os cientistas acreditavam que a vaga, que tinha a variante Ómicron dominante, já tinha atingido o pico a nível nacional.

Assim, partir de dia 27 de janeiro, dá-se o fim da obrigatoriedade dos certificados Covid (mas as empresas podem continuar a usá-los se assim o desejarem) e das máscaras faciais — inclusive nas salas de aula para alunos do ensino médio e nos transportes públicos, mas ainda será recomendado em alguns locais, como em espaços fechados ou lotados. Sobre este tópico, a “Sky News” adiantou que Johnson afirmou que é hora de “confiar no julgamento” do público sobre o uso de máscaras nos lugares mais críticos.

Ademais, vai cessar a recomendação de teletrabalho e as restrições aos lares de idosos vão ser facilitadas (com mais detalhes a serem divulgados em breve).

Permanecerá a lei que requere autoisolamento em caso de teste positivo à Covid-19, mas Johnson disse que “em breve chegará um momento” em que essas orientações poderão ser totalmente removidas. Os regulamentos expiram a 24 de março, recordou, acrescentando que não espera renová-los.


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