Na hora de ir às compras, o Minho parece ser uma região de eleição para o reforço da equipa de futebol do Sporting CP. Feitas as contas, e se analisados apenas os últimos três anos e meio, os ‘leões’ já deixaram 51 milhões de euros em três clubes minhotos: Sporting de Braga, Famalicão e Vitória de Guimarães.
E essa soma pode chegar perto dos 60 milhões de euros caso cheguem a bom porto as negociações dos campeões nacionais com os vimaranenses para a transferência do extremo inglês Marcus Edwards. A imprensa desportiva fala de uma aquisição que dificilmente será efetuada por menos de 8 milhões de euros, e cuja avaliação será sempre mais elevada uma vez que o plano do Sporting CP passa por adquirir somente 50% do passe futebolístico de um dos melhores jogadores da Liga portuguesa.
Desde julho de 2018 que o Sporting não contrata um jogador ao Vitória de Guimarães. Nessa altura, o extremo-brasileiro Raphinha deixou a ‘cidade-berço’ e rumou aos verde e brancos a troco de 6,5 milhões de euros. O talentoso jogador, que hoje brilha no Leeds United na Premier League, não demorou muito tempo a mostrar o seu valor. Pouco mais de um ano depois, rumou ao Rennes no último dia do mercado de verão de 2019, por 21 milhões de euros.
Em março de 2020, a contratação de um treinador viria a bater todos os recordes e a surpreender o mundo do futebol. A direção da SAD leonina aceitou pagar os 10 milhões de euros da cláusula de rescisão do treinador Rúben Amorim, uma cifra pouco comum no mercado de treinadores até a nível mundial. O Sporting de Braga perdeu o técnico que, no verão de 2021, viria a sagra-se campeão nacional com o Sporting, numa aposta ganha por parte da direção liderada por Frederico Varandas.
Um dos jogadores-chave desse campeonato ganho pelo Sporting morava precisamente no Minho. Pedro Gonçalves, estrela do Famalicão e na altura uma das grandes promessas do futebol português, deixou o clube minhoto no início da época passada e rumou ao Sporting por 6,5 milhões de euros por 50% do passe. Sagrar-se-ia o melhor marcador dessa época em que os “leões” foram campeões: 23 golos na Liga portuguesa.
A meio da época passada e com o Sporting CP lançado para o título, a SAD verde e branca fez nova aposta de risco, desta vez em Braga. Depois de negociações muito duras, foi acordada a transferência do avançado Paulinho do Sporting de Braga para o Sporting CP. Apesar de algo intermitente na marcação de golos, o ponta-de-lança tem-se revelado importante no esquema tático delineado por Rúben Amorim.
No início desta temporada, nova investida em Braga e para resgatar um rosto muito conhecido dos sportinguistas: Ricardo Esgaio, defesa-direito português, viria mesmo a mudar-se para Alvalade por 5,5 milhões de euros, para acrescentar valor ao lado direito da defesa.
Também na mesma janela de transferências, e depois da bem sucedida aquisição de Pedro Gonçalves, o Sporting avançou para a contratação do médio centro uruguaio Manuel Ugarte ao Famalicão, num negócio muito semelhante ao do melhor marcador da Liga na época passada: 6,5 milhões por 50% do passe. O médio tem sido bem sucedido esta época com exibições muito consistentes numa posição para a qual, na temporada anterior, só existia João Palhinha.
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