O Governo lançou a fase de manifestação de interesse da iniciativa Bairros Comerciais Digitais. Esta é uma das medidas dirigidas ao setor do comércio e serviços no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, apoiando a introdução de tecnologia nos modelos de negócio das empresas. O Jornal Económico explica em quatro respostas rápidas o que está em causa.
A quem se destina este concurso?
Destina-se a projetos de investimento de autarquias e associações empresariais – separadas ou em consórcio – tendo em vista a transição digital do comércio e serviço. Projetos que permitam, por exemplo, reunir lojas numa só plataforma que abra a porta a compras cruzadas online. Ou então que possibilite fazer-se uma encomenda ou deixar um recado numa loja, através de um quiosque digital colocado no exterior, entre outros.
Quais devem ser os pilares das propostas?
A digitalização da experiência de consumo e de infraestruturas adjacentes, integração e soluções logísticas coletivas, oferta de plataformas eletrónicas, mas também conectividade e harmonização urbanística.
De quanto será o apoio a esta iniciativa?
A iniciativa conta com um apoio europeu de 52,5 milhões de euros a fundo perdido do Plano de Recuperação e Resiliência, para a constituição de pelo menos 50 Bairros Comerciais Digitais. “Uma medida de apoio que visa a incorporação de tecnologia nos modelos de negócio das empresas e que possibilitará o acesso a diferentes tipologias de investimento, numa combinação entre proximidade e incorporação tecnológica”, de acordo com o IAPMEI, definindo estes bairros como “estruturas de elevada densidade comercial suportadas num ambiente tecnológico avançado”.
Quando é que decorre a primeira fase?
A primeira fase decorre entre 24 de janeiro e dia 31 de março (19h00). Os selecionados para a segunda fase terão depois de concretizar esse interesse com propostas finais.
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