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Deutsche Bank prevê primeira subida de juros do BCE em dezembro

Os economistas do Deutsche Bank argumentam que a inflação será mais rígida do que os formuladores de políticas monetárias pensam, avança a Bloomberg. O banco alemão vê o BCE a subir os juros em 25 pontos base a cada três meses até setembro de 2023.
25 Janeiro 2022, 11h56

O Banco Central Europeu aumentará as suas taxas de juros dos depósitos no banco central já em dezembro de 2022, preveem os economistas do Deutsche Bank, argumentando que a inflação será mais rígida do que os formuladores de políticas monetárias pensam, avança a Bloomberg. O banco alemão vê o BCE a subir os juros em 25 pontos base a cada três meses até setembro de 2023.

“A generalidade dos economistas tem alinhado as estimativas para a política monetária do Banco Central Europeu com as declarações dos responsáveis do banco central, que têm repetido ser muito improvável subir os juros em 2022.  Mas o Deutsche Bank quebrou esta tendência, passando a estimar um aumento de juros em dezembro deste ano, argumentando que a escalada da inflação vai superar as previsões do BCE”, refere a BA&N no seu daily Morning Call.

Os analistas do Deutsche Bank, liderados por Mark Wall, dizem que há sinais de repercussões e forte impulso no mercado de trabalho que podem elevar os salários e os preços.

“Há evidências crescentes de que a inflação não recuará tanto quanto o BCE espera atualmente e que os critérios de subida serão esperados já a partir do final deste ano”, escreveram os economistas alemães numa nota aos clientes citada pela Bloomberg. Isso, dizem, apesar de uma queda acentuada na taxa de inflação este mês e uma desaceleração nos próximos meses.

Um aumento no custo do crédito seria o primeiro do BCE em mais de uma década. Os investidores estão-se a preparar para um primeiro movimento em dezembro deste ano.

Os analistas do Deutsche Bank esperam que a taxa de depósito – atualmente em baixa recorde de -0,5% – aumente 25 pontos base por trimestre entre dezembro e setembro do próximo ano, seguida por aumentos menos frequentes. A previsão anterior era de aumentos trimestrais de 10 pontos base a partir do final de 2023, diz a Bloomberg.

Apesar desta previsão, os economistas do banco alemão ressalvam que a “decolagem” dos juros ainda pode vir a ser adiada se alguns riscos se materializarem, incluindo salários a subirem mais lentamente do que o esperado, condições financeiras mais apertadas e ameaças geopolíticas.


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