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Consumo doméstico na UE e zona euro volta a crescer no terceiro trimestre de 2021. Poupança das famílias recuou

Enquanto que o consumo doméstico per capita na zona euro e na União Europeia voltou a subir no terceiro trimestre de 2021, o Eurostat indica que a taxa de poupança das famílias não acompanhou. Em maioria dos Estados-membros, verificou-se um decréscimo.
27 Janeiro 2022, 12h53

O consumo doméstico per capita na zona euro cresceu 4,1% no terceiro trimestre de 2021, mantendo a tendência de crescimento verificada no trimestre anterior, altura em que se registou um aumento de 3,6%. De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo gabinete de estatísticas europeu, Eurostat, o mesmo se verificou na União Europeia (UE), onde o consumo real doméstico per capita cresceu também 4,1%, depois de no trimestre anterior ter aumentado 3,4%.

Os dados do gabinete de estatística europeu revelam que o consumo das famílias está a crescer na zona euro há dois trimestres, depois de decréscimos no último trimestre de 2020 e no primeiro de 2021 — consequência da pandemia e dos períodos de confinamento decretados em vários países europeus.

O Eurostat indica ainda que o rendimento doméstico real per capita na UE acompanhou as subidas, embora de forma mais ligeira, e tenha crescido 0,9% no terceiro trimestre de 2021 depois de uma valorização de 0,5% no trimestre anterior.  Na zona euro, cresceu 0,1% no terceiro trimestre, depois de uma subida de 1,1% no trimestre anterior.

Taxa de poupança das famílias em contraciclo

No mesmo documento, o órgão indica que as poupanças domésticas abrandaram. No terceiro trimestre de 2021, a taxa de poupança diminuiu 4,0 pontos percentuais (pp) na zona euro, face ao trimestre anterior. Na UE, diminuiu 3,3 pp.

A taxa de poupança das famílias diminuiu em 12 dos 15 Estados-Membros. As maiores quedas foram observadas na República Checa (-5,0 pp), Bélgica (-4,8 pp), Alemanha (-4,1 pp) pp) e França (-4,0 pp). Em Portugal, a taxa de poupança caiu 2,8 pontos percentuais no trimestre analisado.

Ao mesmo tempo, aumentou ligeiramente em três Estados-Membros: Espanha (+1,7 pp), Áustria (+1,3 pp) e Dinamarca (+0,2 pp). A diminuição da taxa de poupança na maioria dos Estados-Membros é explicada pela aumento da despesa de consumo individual a um ritmo mais rápido do que o rendimento disponível bruto

 


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