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‘Commanders’ é o nome escolhido para a equipa de futebol americano sediada em Washington

Em julho de 2020, os então Washington Redskins emitiram uma declaração onde anunciaram pela primeira vez que a franquia da NFL abandonaria o nome que utilizou durante 87 anos, após várias campanhas de organizações nativo-americanas que consideravam o nome da equipa da capital norte-americana racista.
2 Fevereiro 2022, 13h46

Está resolvida uma das questões mais polémicas do desporto norte-americano, que nada teve a ver com o jogo propriamente dito. A equipa de futebol americano de Washington, que milita na principal divisão dos EUA (NFL), concluiu o processo de rebranding, e escolheu o nome ‘Commanders’, substituindo o anterior (Redskins) que esteve na origem de uma polémica em 2020 devido a conotações racistas.

Em julho de 2020, os então Washington Redskins emitiram uma declaração onde anunciaram pela primeira vez que a franquia da NFL abandonaria o nome que utilizou durante 87 anos, após várias campanhas de organizações nativo-americanas que, com o apoio de grandes empresas como a FedEx, Nike, Pepsi ou o Bank of America, consideravam o nome da equipa da capital norte-americana racista.

Ainda em 2020, os donos da equipa acabaram por ceder e a equipa apresentou-se provisoriamente como Washington Football Team, até que fosse escolhido o nome final, algo que só viria a acontecer esta semana, dois anos depois.

Um dos eventos que mais contribuiu, em jeito de pressão, para a mudança de nome e consequente rebranding, foi a onda de protestos públicos que varreu os EUA após a morte de George Floyd às mãos da polícia de Minneapolis, o que levou ao reconhecimento da questão do racismo sistémico nos EUA. Em segundo lugar, não menos importante, a pressão económica aplicada pelos patrocinadores e uma série de cartas enviadas ao comissário da NFL por grupos nativo-americanos.

A Washington Football Team será agora conhecida como ‘Commanders’. O presidente da franquia, Jason Wright, discutiu o que aconteceu com a mudança de nome em junho e disse querer “uma marca que seja o mais resiliente possível à história da franquia”, em entrevista ao “The Athletic”.

“Há uma necessidade de preservar a sensação de que esta equipe foi fundada em 1932”, disse Wright, “e avançar a nossa história complexa de uma maneira que seja unificadora, mas não como se estivéssemos a começar completamente do zero”, acrescentou Wright.


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