Várias caixas multibanco (ATM) no país foram afetadas durante a noite de segunda-feira, devido ao ataque de piratas informáticos contra a rede da Vodafone.
“A rede multibanco SIBS é cliente Vodafone e a rede de ATMs está suportada na rede da Vodafone. Alguns dos ATMS tem como interligação a rede móvel de dados que esteve indisponível até perto da meia noite. Quando ligámos a rede 3G estes serviços recuperaram, mas vários clientes tiveram a experiência de encontrar esses ATMs indisponíveis durante esse período”, revelou esta terça-feira o presidente da Vodafone Portugal em conferência de imprensa.
Mário Vaz apontou que “mantém-se a questão da instabilidade relacionada com a capacidade da rede 3G”, pois esta rede tem menos capacidade face à rede 4G. A empresa conta com quatro milhões de clientes no serviço móvel.
“Pese embora tenhamos com a SIBS um serviço protetor de disponibilidade de comunicações que minimiza os impactos, mas eles existiram e não estão totalmente resolvidos. A dependência da rede de dados 4G para a sua total resolução é critica e é esta a nossa prioridade máxima”, garantiu o líder da Vodafone Portugal.
A Vodafone Portugal foi alvo de um ciberataque na noite de segunda-feira, anunciou hoje a empresa.
Nas últimas 24 horas, os clientes da Vodafone reportaram milhares de problemas nas redes. O pico teve lugar por volta das 22h00 de segunda-feira com 7.631 notificações feitas, segundo o Down Detector.
A disrupção na rede registada na noite de sete de fevereiro deveu-se a um “ciberataque deliberado e malicioso com o objetivo de causar danos e perturbações. Assim que foi detetado o primeiro sinal de um problema na rede, a Vodafone agiu de forma imediata para identificar e conter os efeitos e repor os serviços. Esta situação está a afetar a prestação de serviços baseados em redes de dados, nomeadamente rede 4G/5G, serviços fixos de voz, televisão, SMS e serviços de atendimento voz/digital”.
A telecom garante que já recuperou os “serviços de voz móvel e os serviços de dados móveis estão disponíveis exclusivamente na rede 3G em quase todo o país mas, infelizmente, a dimensão e gravidade do ato criminoso a que fomos sujeitos implica para todos os demais serviços um cuidadoso e prolongado trabalho de recuperação que envolve múltiplas equipas nacionais, internacionais e parceiros externos. Essa recuperação irá acontecer progressivamente ao longo desta terça feira”.
“Sendo certo que a investigação aprofundada do ato criminoso a que fomos sujeitos se irá prolongar por tempo indeterminado e com o envolvimento das autoridades competentes, não temos a esta data quaisquer indícios de que os dados de clientes tenham sido acedidos e/ou comprometidos”, acrescenta a companhia.
A Vodafone garante que continua “absolutamente determinada em repor a normalidade dos serviços no menor tempo possível e lamenta profundamente os transtornos causados aos nossos Clientes. Temos na Vodafone Portugal e no grupo uma equipa experiente de profissionais de cibersegurança que, em conjunto com as autoridades competentes, está a realizar uma investigação aprofundada para perceber e ultrapassar a situação. Atualizaremos informações sobre o estado do serviço à medida que a situação progrida”.
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