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Esta tecnológica deixa os funcionários escolherem quantos dias trabalham

“A liberdade de escolha irá garantir uma maior produtividade nas tarefas diárias por dois motivos: os profissionais conhecem melhor do que ninguém as suas dinâmicas e sabem quando é mais vantajoso trabalharem e depois porque se sentem motivados com a confiança depositada em si pela empresa”, defende o CEO da Decode.
9 Fevereiro 2022, 15h40

A tecnológica portuguesa Decode vai implementar, no segundo semestre deste ano, uma estratégia de descentralização do trabalho que prevê que os seus funcionários possam escolher onde pretendem exercer as suas funções e definir os seus horários. O modelo de “work-life integration” está a começar a ser estabelecido, de forma faseada, para que a empresa consiga medir os níveis de eficácia da escolha de quantos dias os colaboradores estão ligados.

“Queremos que os nossos colaboradores se sintam realizados e sabemos que, como tal, devem ter um estilo de vida que possibilite a conjugação fluída entre as prioridades da vida profissional e pessoal. Os horários e locais de trabalho devem ser flexíveis. Os nossos profissionais devem trabalhar nos períodos que lhes forem mais convenientes, o que lhes garante disponibilidade para lidarem com situações de foro pessoal durante o dia. Esta flexibilidade terá que ser, no entanto, convergente com as necessidades dos nossos clientes”, explica o diretor executivo da Decode, em comunicado.

Tal como outras empresas do sector, a Decode já tem em vigor um modelo de trabalho flexível, com o colaborador a ter a opção de estar nos escritórios, em Lisboa, onde se pratica o modelo de “clean desk” (sem lugar fixo), ou em casa. O objetivo agora é que essa flexibilidade abranja inclusive os tempos de trabalho.

“As empresas devem preocupar-se menos em garantir se os seus colaboradores trabalham o número de horas comummente definidas das 9h00 às 18h00, até porque se assim for o seu rendimento pode estar longe daquele que seria esperado. A liberdade de escolha irá garantir uma maior produtividade nas tarefas diárias por dois motivos: os profissionais conhecem melhor do que ninguém as suas dinâmicas e sabem quando é mais vantajoso trabalharem e depois porque se sentem motivados com a confiança depositada em si pela empresa”, defende João Reis Fernandes.

No âmbito desta mudança, a Decode criou os chamados “bubbles” (espaços digitais de partilha sobre diferentes pontos de interesse), nos quais os trabalhadores se unem consoante os hobbies que tenham em comum ou atividades que queiram experimentar, para partilharem experiências e organizarem iniciativas conjuntas. Os grupos deste género estão a ser criados em diferentes empresas em Portugal e, geralmente, servem para se marcar jogos de futebol ou idas ao teatro entre colegas, por exemplo.

À parte estes “bubbles”, a Decode garante que irá manter os projetos internos, como as “CEO Talks – Ask me Anything”, o formato de “conversas descontraídas” com o diretor, e os “Meet the Team”, em que os colaboradores se apresentam aos colegas.  “Mais do que o balanço entre a vida pessoal e profissional, acreditamos que a integração entre estes dois espectros é a fórmula ideal por trazer uma perspetiva mais otimista à forma como encaramos os nossos empregos”, afirma o CEO da Decode.


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