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Confiança dos consumidores e indicador de clima aumentaram em abril

Melhoria dos indicadores de confiança e de clima nos meses de março e abril “ocorreu num contexto de abrandamento significativo dos efeitos sobre a saúde pública da pandemia Covid-19 face aos observados nos meses anteriores”.
29 Abril 2021, 11h25

O indicador de confiança dos consumidores aumentou significativamente em abril, aproximando-se do nível observado em março de 2020, assinalou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira, 29 de abril. Por sua vez, o indicador de clima económico aumentou entre março e abril, superando o nível observado no início da pandemia.

De acordo com o gabinete estatístico, “em abril, os indicadores de confiança aumentaram na indústria transformadora, na construção e obras públicas, no comércio e nos serviços”, sendo que a melhoria dos indicadores de confiança e de clima nos meses de março e abril “ocorreu num contexto de abrandamento significativo dos efeitos sobre a saúde pública da pandemia Covid-19 face aos observados nos meses anteriores”.

No setor da construção e das obras públicas, os indicadores aumentaram em abril, “depois de ter estabilizado em março, atingindo o máximo desde março de 2020”. “A recuperação do último mês refletiu o contributo positivo de ambas as componentes, apreciações sobre a carteira de encomendas e perspetivas de emprego”, destaca o gabinete. O INE destaca ainda que o indicador aumentou na promoção imobiliária e construção de edifícios, engenharia civil e atividades especializadas de construção.

“O indicador de confiança do comércio aumentou em abril, de forma mais acentuada que no mês anterior e após as diminuições registadas em janeiro e fevereiro. Esta evolução resultou do contributo positivo das apreciações sobre o volume de stocks, das perspetivas de atividade da empresa nos próximos três meses e, de forma mais intensa, das opiniões sobre o volume de vendas”, afirma o gabinete estatístico nacional. O INE sustenta que no mês em análise o indicador de confiança aumentou no comércio por grosso e no comércio a retalho.

Por sua vez, o indicador de confiança dos serviços aumentou “expressivamente em março e abril”, contrariando a diminuição registada no mês de fevereiro. “O comportamento do indicador resultou do contributo positivo de todas as componentes, perspetivas relativas à evolução da procura, apreciações sobre a evolução da carteira de encomendas e apreciações sobre a atividade da empresa”, aponta o gabinete. No mês em análise, a confiança aumentou em sete das oito secções dos serviços, nomeadamente nas atividades imobiliárias, atividades artísticas, de espetáculo, desportivas e recreativas e atividades de informação e de comunicação.


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